
Olá torcida alviceleste, inicio o blog com um assunto antigo, mas bastante polêmico e que desperta a paixão do torcedor Londrinense.
Entrei em contato com o canal fale com o prefeito [http://home.londrina.pr.gov.br/critica/falecomprefeito/falecomprefeito.php] a respeito da reforma do VGD e outras questões, e obtive a seguinte resposta e posicionamento do Diretor Presidente da Fundação de Esportes de Londrina:
Prezado Carlos Henrique
Li suas saudosas ponderações sobre o LEC e, embora seja responsabilidade prioritária da Fundação de Esportes a orientação da Política do Esporte Amador de Londrina, ainda assim, cabe-nos manifestar sobre questões relacionadas ao esporte profissional da cidade. Afinal, o poder público, direta ou indiretamente, acaba sendo envolvido e responsabilizado por tudo o que diz respeito as manifestações esportivas que acontecem no município.
A FEL, em sua proposta política entende que o esporte profissional, em especial o futebol, modernamente, no mundo capitalista, deve ser uma atividade empresarial, de responsabilidade da iniciativa privada, com os respectivos lucros e riscos.
Como atividade profissional, o futebol necessita de estrutura humana, física, material e financeira sofisticada para dar conta da sua complexidade organizacional.
Por outro lado, você destaca que “o VGD construído na década de 40, foi orgulho da cidade na época”.
Enquanto em 1940, Londrina tinha 30.278 habitantes, em 1950, a população evoluiu para 71.412 habitantes. Nestes românticos e saudosos anos 40 e 50, a zona urbana da cidade tinha, respectivamente, 11.175 e 19.103 habitantes. Quantos esportes eram conhecidos e praticados? Quantas pessoas praticavam ginástica ritmica, ginástica olímpica, sumô, tênis de campo, voleibol, taekwondo, etc.
Acredito, tanto em 1940 quanto em 1950, o entretenimento, aliás um dos únicos da cidade era o footing na praça da igreja e, a contenda esportiva do VGD; assistir o LEC jogar era a glória e assunto para a semana inteira.
O tempo passou e muitas modalidades se popularizaram. Hoje a FEL mantém convênios e repassa recursos para 44 modalidades esportivas, incluindo cadeirantes, e esportes alternativos como rugby, badminton, sumô e outros.
Londrina tem atualmente a melhor equipe de handebol do Brasil; a atleta Natalia Falavigna conquistou a medalha de bronze nos jogos olímpicos de Pequim, privilégio de poucos; a equipe de ginástica rítmica continua sendo uma das melhores do país, tendo conquistado o título de campeã pan-americana além do oitavo posto nas olimpíadas; atualmente, o atletismo é considerado como o melhor trabalho de fomento e revelação de talentos do Brasil; assim, o esporte amador de Londrina, especialmente o da juventude, revelou e continua a revelar atletas em modalidades esportivas totalmente desconhecidas do público.
Quanto ao LEC, apesar de tantas tradições no departamento profissional e amador, atualmente não consegue sustentar uma eficiente estrutura de iniciação, haja vista a participação lamentável da equipe na Copa Brasil sub-15, com repercussões negativas na renovação da equipe profissional.
Enquanto Coritiba e Atlético dispõem de campo particular e centro de treinamento construído com recursos próprios, o LEC agoniza; lembre-se que o CT do Atlético Paranaense é considerado um dos mais bem estruturados do mundo; o mesmo ocorre no Rio Grande do Sul com Grêmio e Internacional que têm seus campos; em São Paulo, São Paulo Futebol Clube, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santos, Nacional, etc. também dispõem de campos particulares, não necessitando da intervenção do poder público.
O norte do Paraná não percebeu que os tempos mudaram; o velho e desgastado clientelismo e a ultrapassada prática dos prefeitos descomprometidos com as grandes questões sociais continua sustentando a concepção de que esporte profissional é obrigação do poder público.
Londrina, a rica, a promissora, o eldorado de muitos continua com grande potencial, mas inadequadamente explorada, encontra-se cansada, necessitando ser repensada com urgência visando mudar valores e comportamentos acomodados que esperam do poder público atitudes que comprovadamente, não deram certo, apesar das tantas gestões generosas.
Com tantas praças esportivas para serem reformadas como o Estádio do Café, VGD, Vila Santa Terezinha, Ginásio do Moringão, além das praças esportivas da comunidade em lamentável estado de conservação, o que fazer?
Londrina precisa de responsabilidade e critérios técnicos para orientar o gasto dos insuficientes recursos disponíveis.
Ao se afirmar “vão reformar o autódromo, que reformem o VGD” deve ser lembrado que no momento não existe recursos orçamentários para tal; o Prefeito Barbosa Neto, grande entusiasta do esporte, ao defender a importância da reforma do autódromo, jamais afirmou que o faria com recursos públicos; ao contrário, demonstrou sua indignação com o estado geral do autódromo e, sua disposição em buscar recursos na iniciativa privada e ou em grandes empresas estatais para tornar viável a concretização das exigências da Confederação de Automobilismo.
Quanto “a maior tradição do futebol em relação ao automobilismo”, deve-se considerar que Londrina é atualmente uma cidade de múltiplos interesses e preferências e com certeza uma corrida da categoria stock-car, além de levar mais gente para o autódromo em relação a um evento futebolístico da 4ª divisão do Brasil ou 2ª divisão do PR, também gera maiores dividendos financeiros para os cofres municipais. Como vemos, a questão necessariamente deve passar por uma análise não só sob ótica da paixão e da emoção, mas, da relação custo/benefício, pela perspectiva econômica, pelos retornos financeiros e a dimensão dos retornos sociais.
A rodada dupla do último dia 02/08 entre Londrina x Chapecó e Atlético x Fluminense levou cerca de 3000 torcedores ao Estádio do Café; destaca-se que o Atlético jogou em Londrina com um prejuízo de aproximadamente R$ 20.000,00 (vinte mil reais), uma vez que só os custos de arbitragem rondam a faixa de R$ 12.000,00 (doze mil reais).
Cheguei em Londrina em 1971, quando a cidade tinha 165.000 habitantes. Desde então, o VGD esteve cedido ao LEC. Nenhuma diretoria nestes 38 anos investiu no VGD, a não ser recursos para pequenos reparos que nada representam em relação ao que se sugou/extraiu/explorou do velho estádio. Se o modelo fosse bom, LEC e o estádio não estariam na atual situação. A cessão não trouxe os resultados esperados, portanto, deve ser revista.
Diante de tantas prioridades, necessitamos estabelecer critérios, para não incorrermos nos erros populistas com a geração de falsas expectativas.
Uma visão contemporânea exige que se priorize o Estádio do Café; com maior capacidade e espaço físico para investimentos o Café é a melhor opção; é um Estádio neutro, amplo, que impede a velha “pressão” dos anos 50 e 60, seja, sob o torcedor, bandeira, juiz ou jogador adversário; o café é imparcial, pois nele vence o melhor ou aquele que tiver mais sorte.
Só o Estádio do Café tem potencial para receber investimentos (públicos ou privados) gradativos e constantes visando ser estruturado para candidatar-se a uma sub-sede da Copa do Mundo. Em decorrência, sua readequação com vistas ao mundial, contribuirá diretamente para o crescimento do futebol do município e para o retorno do público para o Estádio. Ao nosso entender, este é o papel do poder público no esporte profissional; oferecer a infra-estrutura competitiva para as equipes ou dirigentes/empresários que se disponham a desenvolver um trabalho profissional e eficientemente estruturado.
Lembre-se que os grandes estádios do país estarão em reforma para a Copa do Mundo e, caso o Café esteja bem aparelhado, com um cronograma de obras definido com antecedência, poderemos nos candidatar como sede de grandes jogos, trazendo bons espetáculos esportivos para a comunidade.
A Política Municipal de Esportes em fase de publicação para divulgação junto a comunidade, define que os recursos públicos devem ser prioritariamente dirigidos para os programas que visam o atendimento permanente através da Praça da Juventude, Centro Cultural Esportivo Sul, Estádio da Vila Santa Terezinha, Centro Social Urbano. A composição da equipe de professores será a mais importante atitude do atual governo visando atender de maneira permanente crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Na visão da FEL, a relação entre os investimentos necessários a serem empregados para readequar o VGD e o retorno proporcionado à comunidade não se justifica na atual circunstância, pelo seu estado deplorável de conservação e de acordo com os pareceres técnicos emitidos por engenheiros especializados, somos induzidos a sugerir a venda do mesmo a iniciativa privada, substituindo-o por um local de visual moderno, humano, deixando de ser privilégio de um clube de futebol, e o montante arrecadado ser investido nos locais acima relacionados e outros mais, o VGD deve ser lembrado como o inspirador de novos tempos no Esporte Londrinense.
Londrina, 10 de agosto de 2009
Paulo Roberto de Oliveira
Diretor Presidente da FEL
Li suas saudosas ponderações sobre o LEC e, embora seja responsabilidade prioritária da Fundação de Esportes a orientação da Política do Esporte Amador de Londrina, ainda assim, cabe-nos manifestar sobre questões relacionadas ao esporte profissional da cidade. Afinal, o poder público, direta ou indiretamente, acaba sendo envolvido e responsabilizado por tudo o que diz respeito as manifestações esportivas que acontecem no município.
A FEL, em sua proposta política entende que o esporte profissional, em especial o futebol, modernamente, no mundo capitalista, deve ser uma atividade empresarial, de responsabilidade da iniciativa privada, com os respectivos lucros e riscos.
Como atividade profissional, o futebol necessita de estrutura humana, física, material e financeira sofisticada para dar conta da sua complexidade organizacional.
Por outro lado, você destaca que “o VGD construído na década de 40, foi orgulho da cidade na época”.
Enquanto em 1940, Londrina tinha 30.278 habitantes, em 1950, a população evoluiu para 71.412 habitantes. Nestes românticos e saudosos anos 40 e 50, a zona urbana da cidade tinha, respectivamente, 11.175 e 19.103 habitantes. Quantos esportes eram conhecidos e praticados? Quantas pessoas praticavam ginástica ritmica, ginástica olímpica, sumô, tênis de campo, voleibol, taekwondo, etc.
Acredito, tanto em 1940 quanto em 1950, o entretenimento, aliás um dos únicos da cidade era o footing na praça da igreja e, a contenda esportiva do VGD; assistir o LEC jogar era a glória e assunto para a semana inteira.
O tempo passou e muitas modalidades se popularizaram. Hoje a FEL mantém convênios e repassa recursos para 44 modalidades esportivas, incluindo cadeirantes, e esportes alternativos como rugby, badminton, sumô e outros.
Londrina tem atualmente a melhor equipe de handebol do Brasil; a atleta Natalia Falavigna conquistou a medalha de bronze nos jogos olímpicos de Pequim, privilégio de poucos; a equipe de ginástica rítmica continua sendo uma das melhores do país, tendo conquistado o título de campeã pan-americana além do oitavo posto nas olimpíadas; atualmente, o atletismo é considerado como o melhor trabalho de fomento e revelação de talentos do Brasil; assim, o esporte amador de Londrina, especialmente o da juventude, revelou e continua a revelar atletas em modalidades esportivas totalmente desconhecidas do público.
Quanto ao LEC, apesar de tantas tradições no departamento profissional e amador, atualmente não consegue sustentar uma eficiente estrutura de iniciação, haja vista a participação lamentável da equipe na Copa Brasil sub-15, com repercussões negativas na renovação da equipe profissional.
Enquanto Coritiba e Atlético dispõem de campo particular e centro de treinamento construído com recursos próprios, o LEC agoniza; lembre-se que o CT do Atlético Paranaense é considerado um dos mais bem estruturados do mundo; o mesmo ocorre no Rio Grande do Sul com Grêmio e Internacional que têm seus campos; em São Paulo, São Paulo Futebol Clube, Palmeiras, Portuguesa de Desportos, Santos, Nacional, etc. também dispõem de campos particulares, não necessitando da intervenção do poder público.
O norte do Paraná não percebeu que os tempos mudaram; o velho e desgastado clientelismo e a ultrapassada prática dos prefeitos descomprometidos com as grandes questões sociais continua sustentando a concepção de que esporte profissional é obrigação do poder público.
Londrina, a rica, a promissora, o eldorado de muitos continua com grande potencial, mas inadequadamente explorada, encontra-se cansada, necessitando ser repensada com urgência visando mudar valores e comportamentos acomodados que esperam do poder público atitudes que comprovadamente, não deram certo, apesar das tantas gestões generosas.
Com tantas praças esportivas para serem reformadas como o Estádio do Café, VGD, Vila Santa Terezinha, Ginásio do Moringão, além das praças esportivas da comunidade em lamentável estado de conservação, o que fazer?
Londrina precisa de responsabilidade e critérios técnicos para orientar o gasto dos insuficientes recursos disponíveis.
Ao se afirmar “vão reformar o autódromo, que reformem o VGD” deve ser lembrado que no momento não existe recursos orçamentários para tal; o Prefeito Barbosa Neto, grande entusiasta do esporte, ao defender a importância da reforma do autódromo, jamais afirmou que o faria com recursos públicos; ao contrário, demonstrou sua indignação com o estado geral do autódromo e, sua disposição em buscar recursos na iniciativa privada e ou em grandes empresas estatais para tornar viável a concretização das exigências da Confederação de Automobilismo.
Quanto “a maior tradição do futebol em relação ao automobilismo”, deve-se considerar que Londrina é atualmente uma cidade de múltiplos interesses e preferências e com certeza uma corrida da categoria stock-car, além de levar mais gente para o autódromo em relação a um evento futebolístico da 4ª divisão do Brasil ou 2ª divisão do PR, também gera maiores dividendos financeiros para os cofres municipais. Como vemos, a questão necessariamente deve passar por uma análise não só sob ótica da paixão e da emoção, mas, da relação custo/benefício, pela perspectiva econômica, pelos retornos financeiros e a dimensão dos retornos sociais.
A rodada dupla do último dia 02/08 entre Londrina x Chapecó e Atlético x Fluminense levou cerca de 3000 torcedores ao Estádio do Café; destaca-se que o Atlético jogou em Londrina com um prejuízo de aproximadamente R$ 20.000,00 (vinte mil reais), uma vez que só os custos de arbitragem rondam a faixa de R$ 12.000,00 (doze mil reais).
Cheguei em Londrina em 1971, quando a cidade tinha 165.000 habitantes. Desde então, o VGD esteve cedido ao LEC. Nenhuma diretoria nestes 38 anos investiu no VGD, a não ser recursos para pequenos reparos que nada representam em relação ao que se sugou/extraiu/explorou do velho estádio. Se o modelo fosse bom, LEC e o estádio não estariam na atual situação. A cessão não trouxe os resultados esperados, portanto, deve ser revista.
Diante de tantas prioridades, necessitamos estabelecer critérios, para não incorrermos nos erros populistas com a geração de falsas expectativas.
Uma visão contemporânea exige que se priorize o Estádio do Café; com maior capacidade e espaço físico para investimentos o Café é a melhor opção; é um Estádio neutro, amplo, que impede a velha “pressão” dos anos 50 e 60, seja, sob o torcedor, bandeira, juiz ou jogador adversário; o café é imparcial, pois nele vence o melhor ou aquele que tiver mais sorte.
Só o Estádio do Café tem potencial para receber investimentos (públicos ou privados) gradativos e constantes visando ser estruturado para candidatar-se a uma sub-sede da Copa do Mundo. Em decorrência, sua readequação com vistas ao mundial, contribuirá diretamente para o crescimento do futebol do município e para o retorno do público para o Estádio. Ao nosso entender, este é o papel do poder público no esporte profissional; oferecer a infra-estrutura competitiva para as equipes ou dirigentes/empresários que se disponham a desenvolver um trabalho profissional e eficientemente estruturado.
Lembre-se que os grandes estádios do país estarão em reforma para a Copa do Mundo e, caso o Café esteja bem aparelhado, com um cronograma de obras definido com antecedência, poderemos nos candidatar como sede de grandes jogos, trazendo bons espetáculos esportivos para a comunidade.
A Política Municipal de Esportes em fase de publicação para divulgação junto a comunidade, define que os recursos públicos devem ser prioritariamente dirigidos para os programas que visam o atendimento permanente através da Praça da Juventude, Centro Cultural Esportivo Sul, Estádio da Vila Santa Terezinha, Centro Social Urbano. A composição da equipe de professores será a mais importante atitude do atual governo visando atender de maneira permanente crianças, adolescentes, adultos e idosos.
Na visão da FEL, a relação entre os investimentos necessários a serem empregados para readequar o VGD e o retorno proporcionado à comunidade não se justifica na atual circunstância, pelo seu estado deplorável de conservação e de acordo com os pareceres técnicos emitidos por engenheiros especializados, somos induzidos a sugerir a venda do mesmo a iniciativa privada, substituindo-o por um local de visual moderno, humano, deixando de ser privilégio de um clube de futebol, e o montante arrecadado ser investido nos locais acima relacionados e outros mais, o VGD deve ser lembrado como o inspirador de novos tempos no Esporte Londrinense.
Londrina, 10 de agosto de 2009
Paulo Roberto de Oliveira
Diretor Presidente da FEL
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Comentários
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Rogério Batista04/10/2009 19:11VerdadesPresidente da FEL, os verdadeiros clentelistas foram e são quem deixaram este time e a cidade na atual situação que está. Más administrações por todos os lados, na sociedade, na religião, na política, no esporte , no futebol. Entretanto os principais responsáveis estão no próprio povo de Londrina. Não sabe eleger políticos, não sabe eleger religiosos, desportistas, atletas, e os responsáveis verdadeiros não são quem são eleitos mas sim quem elege. Esses são os verdadeiros facínoras pois se estivessem lá fariam igual e muito pior pois não os elegem nem os cobiçam ,são eles, seus cúmplices, seis deuses, suas razões de vida.
Mário Sobral
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