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Algumas dicas ao Tubarão

Festival de Hip Hop organizado pela Falange Azul, CUFA que envolveu diversas comunidades e regiões de Londrina
Festival de Hip Hop organizado pela Falange Azul e CUFA envolvendo diversas comunidades e regiões de Londrina. Brindes do Londrina foram distribuídos no evento.

A grande mania no Londrina é chorar. Dizer que não dá certo, que as coisas são difíceis. Diretores dizem isso, mas não fazem nada decente. Vamos escancarar. Desafio qualquer ex-presidente desde 90 a provar que fez algo de concreto pelo clube. Por incrível que pareça, o mais legalzinho foi o Caldarelli. Tinha modelo gandula, tiro pro alto e farra do boi. Era ao menos engraçado. Mas o restante não fez nada, a não ser choramingar que jogadores sumiram de forma nebulosa. Vamos esquecer disso e por nas mãos do interventor uns pensamentos positivos pra mudar a imagem do clube. E que os torcedores parem de reclamar da turma do eixão. Teve gente que defendeu o Peter até o fim, e o cara era Corintiano. A cidade precisa pedir o apoio dos “pizzas”, não recriminá-los pelos erros dos próprios ex-diretores do LEC.

1 – Campanha Sócio Torcedor

Chegou a hora do Londrina criar seu programa de fidelização de sócio. Chega da farra dos ingressos falsos e desviados no Café. Foi o Peter quem propôs o valor de R$ 20 para o Paranaense 2009. Qual o interesse dele nisso? Bom, o torcedor quer se fidelizar ao clube. O que ocorre que as diretorias sempre quiseram o torcedor longe?

2 – Amistosos

Que tal marcar uns amistosos contra times grandes? Em valores baratos, de forma que envolvam a comunidade. Pra quem já deu uns 10 times de jogadores na faixa pra empresários e outros clubes de futebol, não custa nada trocar um amistoso pela porcentagem de algum garoto da base.

3 – Londrina Tour

O Londrina precisa voltar a envolver a cidade. Esqueçam os papos megalomaníacos do Peter. Chegou a hora de formar a base e colocar o Tubarãozinho (juniores, juvenis e infantis) nos terrões da cidade, nas canchas de futsal ou em qualquer lugar onde houver uma pelota rolando. A cidade esqueceu do Londrina, mas quem dirigiu o Londrina também esqueceu de sua cidade. Isso pra não falar do número de jogadores bons que poderiam ser descobertos. Bom, se antes só jogava no LEC quem pagava ou tinha padrinho, vamos ver se quem assumir quer moralizar de verdade mesmo.

4 - Valorizar a história

O VGD vão destruir e a sede leiloar, mas houve gente que contou isso. J. Mateus e o professor Jefferson ilustraram diversas histórias do nosso Tubarão em seus livros, referência nacional e que já foi elogiado por gente como o Marcelo Courrege, repórter da TV Globo RJ, e Ulf Lindberg, o filho Sueco do Garrincha. Claro que essas belas obras caíram na mão dessa gente por iniciativa de torcedor, pois se dependesse de qualquer ex-diretor do LEC, ia tudo pro lixo (assim como foram muitos exemplares que estavam na sede campestre). Mas o que se deve fazer? Chegou a hora de levar esses dois camaradas, não menos importantes para o clube que nenhum jogador, para eventos nos shoppings, nas escolas, nas livrarias, nas bibliotecas e até mesmo nos estádios. Vamos valorizar o belo patrimônio que temos. E que bom se essa iniciativa também partisse do prefeito Barbosa Neto, da Secretaria de Cultura, dos organizadores da Exposição Agropecuária, entre outros tantos núcleos que podem ajudar tanto a valorizar aqueles que resgataram a história não apenas do LEC, como também de Londrina.

5 - Cantar pro Tubarão

A produção cultural envolvendo o Londrina existe? Já vi peças de teatro e também de animação infantil envolvendo as cores do LEC. Mas isso continua? Temos na cidade uma produção de teatro de alto nível. Que tal estreitar os laços com essa gente, ajudar por meio da arte a divulgar um pouco do time da cidade. Isso para não falar de shows no estádio do LEC, algo que torcida Falange já havia feito com rock e rap. Mas queremos ver algo oficial, do clube, abrindo as portas para seu povo. Chamando o pessoal a participar e tocar no Festival Azul e Branco. No Internacional de Porto Alegre segue um bom exemplo. Foi organizada uma apresentação de bandas locais compostas por colorados (como Graforréia Xilarmonica e Tenente Cascavel, por integrantes dos Cascavelletes e TNT). O evento ocorreu dentro do Estádio Beira Rio. Quando vão fazer isso em Londrina? Nossa cidade está repleta de bandas com gente que vai ao estádio, que torce pelo LEC. Alias, quem sabe uma banda por jogo ou algo na linha do Legião Urbana Futebol Clube, de Brasília.

6 - Função social

O mesmo Ministério Público que baniu a cerveja do Londrina, poderia agir de forma efeitva buscando parceiros para uma cartilha sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente utilizando um personagem “Londrininha”. O Coritiba fez isso na capital, com muito sucesso. Creio que esse fato ajudaria a criançada a conhecer um pouco mais do Tubarão, como também das questões ligadas aos direitos e deveres e quebras de preconceitos. Alias, não se esqueçam de acrescentar a Lusinha.

7 - Loja chique e popular

Londrina, que tal estreitar os laços com o comércio da cidade. Gostamos da lojinha da Karilu, no Shopping, mas seria legal vender camisas, também COM PREÇOS POPULARES, na região da periferia da cidade. Inclusive com direito a promoções em rádios comunitárias, etc.

8 - Vamos mudar a cara do Londrina?

Chega da imagem bandida, da corrupção. Que tal personalizar o ambiente a cada jogo, com um tema diferenciado. Isso da custos? Terceiriza, faz parcerias, chamem voluntários. Outra coisa. Tem que tem cunho social relevante, fazer algo grande, que ressalte a liberdade individual de cada um. Não basta na época da exposição, leva uns bois pra desfilar no gramado, dá meia entrada pra quem for de chapéu, etc. Chegou a hora de usar criatividade, rasgar e jogar fora a imagem reacionária e conservadora do clube. Chegou a hora de pensar em festas que envolvam as comunidades, de se reunir em cada comunidade, grupo social, esportivo e cultural para pedir apoio. Só peço uma coisa. Se for fazer isso, não vamos fazer de forma ingênua apenas pra dizer que deu errado. Vamos dar uma nova identidade ao clube, como deu o St. Pauli da Alemanha. É uma chance de caminhar e ganhar sobrevida.

9 – Não adianta pedir grana se não tem credibilidade

Chegou a hora de ABRIR literalmente as portas do clube, os cofres também. Organizar tudo isso por notas fiscais e deixar disponível PARA TODOS. Chega de retrocesso e omissão. Chega de descobrir por conta no site do BID, da CBF, que tem jogador do Londrina viajando pelo mundo e o clube não recebe nada. Chega de contratos nebulosos, vamos deixar copias desses contratos para todos. O Londrina é da cidade, não de quem tem medo de auditoria. Quando for assim, a cidade volta a investir (alias, algum dia ela deixou de investir? Ou era choradeira de presidente querendo aumentar a mesada?)

Comentários
  • felipe lessa
    é foda
    o único problema é que tem gente querendo que a coisa não vá pra frente. Quem? Aqueles que estavam fazendo propaganda negativa do terreno da sede campestre nod ia do leilão. Não sei os nomes, apenas li sobre na coluna do J. Mateus. Sealguém souber, vamos por aqui. Quem não se lembra da vez que o Elber tentou trazer gente da Alemanha pra organizar o LEC e teve suas asinhas cortadas pela turminha que bate no peito e fala: QUEM AMA NÃO DIFAMA!

    Sobre a grana do Elber....olha, essa venda foi o que ferrou com o LEC. Desde então teve diretor que passou a priorizar venda de atleta e o LEC ficava pra segundo plano, até mesmo pra receber pelos próprios atletas que formou.
    E A AUDITORIA, NÃO VIA SER FEITA NUNCA?
  • Benini
    Pois é Leandro, e mais, o Elber foi negociado por quase U$ 2 milhões e não U$ 1 milhão, acontece neste caso que a grana foi repartida entre atravessadores, agentes FIFA e etc. Para o LEC restou o U$ 1 milhão.

    Mas que era grana pra cacete, ainda mais na época. Època que muita gente de posse comprava dolar e guardava no cofre, muito mais rentável que uma poupança ou outros tipos de investimento. Agora resta saber o que foi feito com essa grana.

    Essas ideias do Felipe são completamente viáveis, basta querer, ver a melhor maneira de implatar e boa.

    Uma outra coisa que foi discutido e também pode ser usado pelo clube como captação de recursos e ainda colocar a marca Londrina em tudo quanto é canto, foi uma ideia dada pelo Prof. Antonico Carlos. Parcerias com empresas e colocar a o escudo do clube em produtos que são consumidos diáriamente. Pacote de arroz, macarrão, feijão, água, bolacha e etc. O que não falta são industria disso em Londrina e toda região. E segundo ele, já teriam algumas empresas/fábricas que estariam dispostas a ter a marca LEC em algum de seus produtos, inclusive de Bandeirantes e Maringá.
  • Leandro
    Dicas ao Tubarão
    É isso aí Felipe, faltou muita iniciativa aos mentores sujos que o LEC teve nesses ultimos anos, um exemplo é o caso da sede campestre, pois sempre falaram tanto em um CT do Tubarão e no entanto com uma area maravilhosa daquelas que poderia ter sido transformada em CT e ainda sim continuar sendo usada como sede pelos associados os nossos brilhantes mentores nada fizeram, a situação era simples procurar parceria privada para reforma do local e em troca o investidor poderia ultilizar a area para obter o seu retorno ou lucro como queiram chamar usufruindo de toda parte de entretenimento que ela oferece e colocando o clube com uma boa estrutura. Me lembro quando o Elber foi vendido para a Europa, foi o primeiro atleta brasileiro a ultrapassar a barreira de U$1.000.000,00 é isso mesmo um milhão de dolares até então o atleta mais caro negociado na época foi o Paulinho Mcalaren do Santos por U$600.000,00 Seiscentos mil dolares. Onde foi parar toda essa grana na época que daria para pagar todas as dividas e ainda estruturar todo o clube. Essa é uma pergunta que o juiz deveria fazer ao presidente da época, resido em Curitiba e sou um apaixonado pelo LEC vou em todos os jogos aqui e é tão triste ver o meu time do coração nessa situação e ter que aguentar os caras da crônica Curitibana falando que essas merdas desses times curitibanos são as melhores coisas do mundo. Espero que o Tuba reapareça e nos dê muitas alegrias ainda e que pessoas sérias e que amem o LEC assumam a diretoria assim como foi com o saudoso Franchello.
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Perfil - Felipe


felipe_lessaFelipe Lessa, 27 anos, jornalista. Torcedor do Londrina Esporte Clube de berço, frequentador dos jogos do Tubarão desde 91. Colabora ou já colaborou com veículos como Globo Esporte, Tribuna do Paraná, Gazeta do Povo, Blog De Primeira, O Estado do Paraná, Futebolparanaense.net, entre outros.
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