
Quero parabenizar o presidente da Câmara, vereador Padre Roque pelo projeto de lei com objetivo em tombar como patrimônio histórico o Mercado Municipal do Shangri-lá.
“O tombamento histórico e cultural do imóvel do Mercado Shangri-lá é uma urgência para preservar a memória de Londrina”, afirma o vereador. “Já perdemos muitos prédios históricos, que foram demolidos e reformados totalmente e perderam as características originais”. (Jornal de Londrina)
"O mercadão faz parte da história do povo de Londrina. Muito já foi perdido com venda de prédios históricos, com destruições. Está na hora de concretizarmos nossa história. O projeto também vem de encontro com o Plano Diretor. Londrina ainda não tem lei para tombamentos históricos. Seria de bom grado este reconhecimento nesses 75 anos da cidade", comentou o petebista. (Portal Bonde)
Gostaria de solicitar ao digníssimo presidente da Câmara que protocole outro projeto de lei visando tombar outro imóvel histórico, mais antigo que o prédio do mercadão do Shangri-lá e que também tem um grande valor histórico para Londrina. Trata-se do Estádio Vitorino Gonçalves Dias, que também pode ser vendido pela prefeitura.
Tomei a liberdade de pegar o Projeto de Lei Nº 05/2010, do Mercado Municipal e adaptar para o VGD.
SÚMULA:
Declara de utilidade pública, para fins de tombamento, o Estádio Vitorino Gonçalves Dias, localizado entre a Avenida Jorge Casoni e Rua Amazonas, visando à sua conservação e à sua preservação histórica e cultural.
A CÂMARA MUNICIPAL DE LONDRINA, ESTADO DO PARANÁ, APROVOU E EU, PREFEITO DO MUNICÍPIO, SANCIONO A SEGUINTE LEI:
Art. 1º Fica declarado de utilidade pública, para fins de tombamento nos termos da legislação aplicável à espécie, o Estádio Vitorino Gonçalves Dias, localizado entre a Avenida Jorge Casoni e a Rua Amazonas, visando à sua conservação e à sua preservação histórica e cultural.
Art. 2º Fica o Executivo Municipal, em conjunto com o Governo do Estado do Paraná, autorizado a proceder ao tombamento do bem descrito no artigo anterior para fins de preservação histórica e cultural.
Art. 3º Esse tombamento será feito mediante os procedimentos administrativos próprios do Estado e do Município, na forma prevista na Lei Estadual nº 1.211, de 16 de setembro de 1953, que dispõe sobre o patrimônio histórico, artístico e cultural do Estado do Paraná.
Art. 4º Caberá à Secretaria Municipal de Cultura baixar as demais normas visando à execução e ao cumprimento desta lei.
Art. 5º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
SALA DAS SESSÕES, 25 de janeiro de 2010.
JUSTIFICATIVA
O presente Projeto de Lei tem por finalidade declarar de utilidade pública, para fins de tombamento, o Estádio Vitorino Gonçalves Dias, localizado entre a Avenida Jorge Casoni e a Rua Amazonas, visando à sua conservação e à sua preservação histórica e cultural.
O Tombamento Histórico e Cultural do imóvel e do terreno do entorno do Estádio Vitorino Gonçalves Dias é uma urgente necessidade da preservação da memória de Londrina, que nos seus 75 anos muito já perdeu com a venda de prédios históricos, posteriormente demolidos, ou totalmente reformados, perdendo todas as suas características originais.
A história do referido estádio começou no dia 24 de junho de 1943, quando os Sres. Rafael Xela, Amadeu Mortari e Manfredini, fundaram o São Paulo e nos arredores da Cerâmica Mortari, seus funcionários juntamente com outros adeptos, dentre eles, mulheres e crianças se empenhavam em construir um estádio novo para o clube. No início o estádio não tinha nome e era chamado de Campo do Mortari, depois como o E.C. Recreativo Operário da Vila Nova tomou posse do campo recebeu ajuda do prefeito para a construção de cercas e arquibancadas, e o campo passou a ter o nome de Estádio Pimpão Ferreira.
Por descuido do clube, não foi legalizado o terreno, e como este pertencia a Cia de Terras Norte do Paraná, o estádio passou para domínio municipal, e em homenagem ao professor Vitorino Gonçalves Dias, o estádio passou a levar seu nome.
A área não era tão grande, e em 1956, o casal Jacob Bartolomeu Minati e Olga Longhini Minati doou outra parte e a prefeitura fechou a Rua Aimorés, daí resultando o atual VGD.
É difícil montar, com precisão, a história do estádio. As informações dos pioneiros esportistas confrontam-se, fogem a uma regularidade. Contudo, alguns fatos podem ser enumerados: o prefeito Milton Menezes construiu o primeiro lance das arquibancadas e renovou o gramado; Fernandes Sobrinho construiu a ala de concreto dos fundos e colocou o alambrado. Possivelmente foi o prefeito responsável pela instalação das luminárias. Hosken de Novaes construiu a segunda ala de arquibancadas do lado onde atualmente localizam-se as gerais e Dalton Paranaguá completou a instalação dos vestiários subterrâneos, o resto da arquibancada do lado leste, melhorou as condições da pista, aumentou o muro de fundo e instalou o placar novo.
Na verdade, como diria Osvaldo Leite, todo mundo pegou a história do Vitorino de uma só maneira: "com o bonde andando". Porém, nomes como o de Ambrósio Neto, que transmitiu pela primeira vez um jogo do VGD; Osvaldo Leite, que conseguiu um jogo de camisas pretas com Paulo Hirata para o Londrina - o primeiro da história do time; Uadi Chaibem, um dos maiores entusiastas do futebol londrinense, estão grudados na história deste campo.
Bailam estes nomes, outros, de jogadores, dirigentes, técnicos, juízes, bandeirinhas, torcedores fanáticos, pela dureza do concreto das arquibancadas. As imagens passeiam como fantasmas dentro do estádio. As vitórias, as derrotas, os empates, alegrias, tristezas, o barulho infernal de um povo. O Vitorino Golçaves Dias entrou para a história.
O Tombamento Histórico e Cultural deste espaço também é uma homenagem aos homens que o transformou no Estádio Vitorino Gonçalves Dias e que é uma das reservas éticas e morais da Administração Pública de Londrina e do Paraná; o ex-prefeito de Londrina (entre 1963 e 1969), e ex-governador do Estado do Paraná (1982 e 1983), Doutor José Hosken de Novaes, além dos ex-prefeitos Milton Menezes, Fernandes Sobrinho e Dalton Paranaguá. E outros nomes como Rafael Xela, Amadeu Mortari e Manfredini, Jacob Bartolomeu Minati e Olga Longhini Minati. É uma demonstração do respeito que a cidade deve a estes cidadãos.
Portanto, não só pelo que o espaço representa na história de Londrina, na vida da população e das pessoas que lá trabalham, muitos há décadas, fazemos esta proposição para a qual espero contar com o apoio dos senhores vereadores e senhoras vereadoras. Londrina precisa preservar a sua história, tão nova nestes 75 anos, mas de tantas realizações que precisam ser lembradas pelas futuras gerações.
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ZANI07/02/2010 00:19VAMOS JOGAR A SEGUNDA DIVISÃO NO CAFÉ?Todas as pessoas que eu conheço e mandaram e-mail para o Prefeito Barbosa sobre o assunto"E O VGD SR. PREFEITO,tiveram respostas nada animadora da sua assessoria. Então eu presumo que o LEC disputara a segunda divisão, infelizmente ,no Café.
Quanto a venda do VGD, seria o mesmo que vendessemos a antiga Rodoviaria para um shopping ou o Cine Teatro Ouro Verde , que só dá despesas e pouca receita, para um banco.
Poderia tercerizar o VGD e o Café desde que se mantivesse como praças desportivas.
E o Pacaembu também não é deficitário, mas lá o prefeito está tentado passar para o Corinthians e não vende-lo a um Super Mercado.
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Marcos30/01/2010 00:21Eu quero que o Londrina nunca mais jogue no VGD, mas pelo motivo da torcida não caber toda lá dentro.
Vender o VGD JAMAIS!!!
Vamos mandar e-mails para o Padre Roque e precionar ele a fazer um projeto de lei para tombar o VGD.
padreroque@cml.pr.gov.br
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Luciano Japones28/01/2010 10:15O VDG é do povo londrinense e não um imóvel para vParabéns pela iniciativa Benini.
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Carlão28/01/2010 08:32Respeito a MemóriaBoa Benini, eu sou sempre a favor do respeito a memória dos que construíram essa cidade, aqueles que lá atrás fizeram muito, fizeram a cidade crescer, não é mesmo? Quando essa memória está em prédios e materializado temos que preservar.
Uma cidade sem patrimônios, sem memória... é uma cidade sem história e infelizmente sem identidade.










Marcelo Benini, 30 anos, pai de dois filhos, muito bem casado, programador web e nas horas vagas técnico em informática.