Dom, 07 de Março de 2010 15:43
Felipe Lessa
O Londrina está com alguns problemas, a torcida quer apenas umas respostas...
Prefeitura – O Estádio do Café está interditado, já que a PM, Bombeiros e Vigilância Sanitária não deram os laudos de aprovação. Mas e aí? Na hora dos impostos, cai tudo em dia. Ninguém quer saber se minha conta bancária está no vermelho na hora de cobrá-los. O Londrina vai estrear na Copa do Brasil jogando em Paranavaí. Queremos uma solução, prefeito Barbosa Neto.
Federação Paranaense de Futebol – Não liberou a realização da partida no Café ou no VGD. Mas nunca realizou nenhum tipo de trabalho para acabar com o amadorismo dos cartolas do Estado. No entanto, na hora de cobrar taxas dos clubes, sempre tem seu representante batendo cartão. Alias, o que houve no Couto Pereira que nenhuma reforma foi feita no fosso, onde ainda fica a organizada que invadiu o campo e agrediu diversas pessoas no jogo do rebaixamento pelo Campeonato Brasileiro, e o Coxa pode continuar jogando por lá? Mesmo uma confusão protagonizada por essa mesma torcida no VGD foi utilizada como argumento para vetar o esse estádio. E aí, Reginaldo Cordeiro, diretor de vistorias da FPF?
Grupo Universe – Ninguém pediu para assumirem o Londrina. Não somos alienados ao ponto de pedir um time com Robinho, Kaká e Ronaldinho. Mas a empresa se comprometeu a dar boas condições ao clube, começando por treinar na cidade. E outra. Nem mesmo o uniforme do Tubarão está tendo suas cores oficiais respeitadas. Como fica, Wagner Nunes, diretor do grupo Universe?
Justiça do Trabalho – Na hora da intervenção e afastamento da diretoria, os documentos foram claros ao citar que a gestão era marginal e sem transparência. Porém, quais os resultados disso tudo? Até o momento, o que vimos foram jogadores indo embora, além de um grupo que sequer coloca o time pra treinar em Londrina assumindo o LEC. Que tal pedir uma auditoria nas contas do Tubarão. Sabemos que vocês são tão inteligentes quando nós, meros torcedores. Mas, fica aí o pedido. Sr. Juiz Reginaldo Melhado, qual seu parecer?
Por favor, respondam e coloquem em prática.
Qui, 07 de Janeiro de 2010 00:18
Felipe Lessa
Nossos queridos interventores poderiam explicar um pouco da movimentação do processo do Londrina Esporte Clube.
| 16/12/2009 |
PRAZO 07/01/2010 |
CERTIDÃO EMITIDA NOS AUTOS (3071260/2009) Juntada de Petição de Manifestação das Partes - N° protocolo: 85417 Juntada de Petição de Ofício de Outros Órgãos - N° protocolo: 85462
08/12/2009 INCLUÍDO NO EDITAL Nº 01501/2010 - com publicação para 15/01/2010 Prazo: 22/01/2010 DOCUMENTO EMITIDO Nº: 2995927 / 2009 - OFICIO - - CARTÓRIO REGISTRO TÍTULOS E DOCUMENTOS - SOLICITA DOCUMENTOS :CARTORIO DE REGISTRO TITULOS E DOCUMENTOS 1.º OFICIO Acompanhe o resto do processo em: http://www.trt9.jus.br/internet_base/processoman.do?evento=Editar&chPlc=AAAbqKAAZAAKaXJAAP&exibeHistoricosAntigos=S&modoJanelaPlc=null&somenteVisivelExt=N Extra: Fala de Sergio Malucelli na Brasil Sul ‘‘Não temos interesse. Queríamos um contrato com longo prazo. A ideia era primeiro comprar a marca Londrina Esporte Clube, depois pensamos em um contrato de dez anos’’. ‘‘Se for para fazer um trabalho começando do zero por apenas três meses, fazemos com o nosso clube, como era a nossa primeira ideia’’. Extra II: O que ocorre que o Sr. Sérgio Malucelli consegue encontrar Rubens Moretti e outras pessoas não? Entre as que na mesma data procuravam pelo mesmo estavam a Rádio Paiquere, o administrador do VGD e alguns ex-atletas...
Qua, 06 de Janeiro de 2010 23:31
Felipe Lessa
Depois que os homens da lei assumiram o Londrina, toda cidade aguardava moralização. Afinal, era 2009 e o Alviceleste estava prestes a passar por um período eleitoral. O documento que tirou o ex-presidente Peter Silva de sua cadeira confortável já falava em ambiente promíscuo e gestão marginal. Resultado: Tubarão passaria por uma intervenção da Justiça do Trabalho. A intenção era juntar umas moedas e pagar o que o clube deve na praça.
No entanto, 2010 está aí. A gloriosa gestão dos homens da lei assumiu o clube para moralizá-lo, mas faz igual outras gestões: não deixa transparente aquilo que está negociando. Anunciaram no início da semana um “parceiro oculto”, para a Copa do Brasil e não dizem o que estão fazendo pelo LEC. Hoje, Sérgio Malucelli deu entrevista para a Rádio Brasil Sul e disse não ser ele o parceiro. E mais: vai reativar o Esporte Clube Londrina, como eu já havia previsto neste mesmo blog.
O que foi conversado para ter somente um parceiro na Copa do Brasil? Se o LEC tinha um trisco de pertences na sua falida lista patrimonial, tratava-se da vaga na Copa do Brasil. O que sobrou do glorioso Tubarão de 77 foi um filé de barbatana ressecada pela chupança eterna de alguns que passaram pelo Londrina Esporte Clube.
Na Segundona do Paranaense é osso duro de roer. Não tem jogo grande, nem verba. A prefeitura de Barbosa Neto tornou pública a intenção de destruir o Estádio Vitorino Gonçalves Dias. A Sede Campestre já foi a leilão, e algumas figurinhas conhecidas de antigas gestões do LEC também compareceram no local – dispostas a contar todo tipo de podres que pudesse afastar qualquer pretendente a comprador. Ou seja, não apenas o Alviceleste parece estar sendo eliminado, como também tudo aquilo que fazia com que a cidade recordasse que já houve um grande clube por ali no passado.
Aliás, ainda tem uma placa do marco zero do LEC pelas ruas de Londrina. Quanto tempo vão esperar pra sumir com ela e fundar um "novo" e tão sonhado time que legitimará todo tipo de lucros de alguns empresários? A morte do Tubarão simboliza também o sonho de alguns que por ali ganharam, em especial nos anos 90, com jogadores que simplesmente pediram pra sair. O último exemplo foi Rafinha, hoje no Schalke 04. Mas tem também o Henrique e o Soares do Cruzeiro, entre tantos outros.
Dá-lhe conspirações. E por isso questiono: será que o Tubarão será enlatado feito sardinha de terceira estragada e jogado nas profundezas da parte mais suja do Lago Igapó? Do Tubarão sobrou apenas a barbatana. Mas ainda existe alguém da parte nobre do lago afim de tirar algum proveito. Se os homens da lei surgiram apenas para esconder o crime que estão cometendo com o esporte londrinense, só o tempo dirá. Não bastou Maringá perder o Grêmio por interesses de alguns, com manobra orquestrada pela capital. Dá-lhe Londrina. Quando a cidade pensar em reagir já pode ser tarde.
Sáb, 26 de Dezembro de 2009 18:08
Felipe Lessa
Dias atrás, estava conferindo no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF - ferramenta de transferência de atletas - e percebi que o goleiro Lucas havia rescindido contrato com o Londrina. O bom torcedor sabe que o garoto era uma das revelações do LEC. Porém, pra onde ele vai? O Tubarão ganhará alguma coisa? Os interventores poderiam explicar o que está acontecendo. Ninguém duvida da seriedade deles, mas o povo sempre gosta de saber pra onde vão as revelações alvicelestes.
Sáb, 05 de Dezembro de 2009 15:32
Felipe Lessa
Olá, amigos. Gostaria de agradecer a todos que comentam no blog. Por falta de tempo, ainda não havia iniciado um projeto que colocarei em frente desde já. Minha intenção é comentar boa parte dos comentários feitos por aqui. Deixo também meu e-mail:
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Leandro, post "Algumas dicas ao Tubarão". O que percebemos é falta de vontade em investir o dinheiro no clube. Não existe transparência, o LEC está cheio de dívidas, logo...existe algo errado. Cabe a nós, londrinenses, checarmos tudo isso.
Carlão, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?" Realmente, Carlão. Os que ainda se animam com o futebol local, não estão animados com o "Novo Londrina" Espero, pelo menos, que se mantenha o sobrenome. Se virar clube de dono, aí podemos esquecer. Quem não se lembra o Bragantino? Alias, pra ser mais recente, e o Ipatinga?
Mauricio Batista, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?" Não é o dever do Barbosa vestir azul e branco. Nem rosa, nem qualquer outra cor. Mas ele deve prestigiar os clubes da cidade, já que falou tanto em moralização do esporte local na campanha política. Isso, de prefeito sair vestindo camisa de time em inauguração de loja, é bom pro Corinthians....lá de São Paulo. Pra cidade de Londrina, nem tanto. Já que a loja é de um conhecido curitibano. O capital que vai girar ali...provavelmente volta pra capital paranaense, deixando apenas uma merreca pra pagar os subalternos da loja londrinense.
Denisvaldo Coscrato, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?" Todos nós ficamos tristes com a draga que criaram no Londrina. Adoraria passar sua mensagem aos dirigentes. No entanto, o clube não tem uma diretoria e quem anda tomando conta parece não dar muito ouvido aos torcedores. É lamentável, mas não dá pra desistir. A intenção deles parece essa. Afastar quem ainda está por perto.
Sérgio Magalhães, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?" Pode deixar, meu amigo. Nós cobraremos. Mas também não deixe de cobrar. Se estiver descontente, mande e-mails para a Folha de Londrina, Jornal de Londrina, Rádio Paiquerê, Cincão FM...a única forma de mostrar o descontentamento é tornar ele público...por via de quem ainda é independente.
Arthur Montagnini, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?" Entendo seu posicionamento. Mas o Barbosa também ajudou ao LEC em certos momentos. Queremos ele como aliado, não como coveiro de nosso clube.
Rogério, post "O novo coveiro do LEC" Tanto o Sr. Franchello quanto o sr. Walid Kauss realmente foram pessoas honestas, dignas do crescimento do Londrina. O londrinense sempre foi o povo dessas duas grandes personalidades. No entanto, assim como os judeus foram perseguidos e massacrados historicamente, o londrinense também está sendo. Israel se reergueu, o Londrina E.C. também pode se reerguer. Bom, tenho pouco a comentar sobre os nomes citados. Vesozzo contribuiu, Venturelli conheço pouco e o Iran Campos...ainda espero que ele mostre no papel o que fez de bom pelo Londrina. Diz que não deixou dívidas, mas nunca explicou nada sobre suas gestões....em especial na parte que envolve setor financeiro e jogadores de futebol. Se ele ler este blog e quiser falar também sobre o caso Rafinha, sobre os atletas dos juniores de 94 e sobre os que sairam para a Jr Team, entre eles o Henrique e o Soares...adoraria uma justificação, com números, claro.
Fabiano Marini, post "O novo coveiro do LEC" Desculpe a demora. Silvinho quando quis jogou bola. Na Série D comandou o time. No Paranaense não fez nada e o time foi rebaixado. Já que as infos estão atrasadas, me limito a mandar um abraço para toda equipe da Super Rádio Piratininga. Saudações e força ao futebol aí no Vale do Paraíba.
Mau, post "Dramática classificação londrinense" Salve, amigo. Uma pena que o ramalhão esteja caindo. Mas ainda tem chance. Quem sabe não vence o Internacional amanhã, em Porto Alegre. Uma pena que na Série D o Londrina tenha caído fora, e a situação a cada dia piora. Se eu dizia que a honestidade passava longe da cúpula do VGD, ao menos o estádio será demolido. É, como pode ver, a cada dia a coisa piora.
Sáb, 05 de Dezembro de 2009 14:33
Felipe Lessa
O VGD será moeda de troca. A licitação vai ser pra ver isso: quem oferece mais! O próprio presidente da FEL disse que a conclusão das obras na vila olimpica e no Café vão durar 2 ou 3 gestões de prefeituras. Ele não garante que o valor do VGD pague a obra por completo.A área do estádio passa por um processo de valorização e tem alguém querendo fazer seu empreendimento por ali. Essa luta pra manter o VGD interditado tanto tempo vai mostrando seu resultado. Como tudo aquilo que é público e fica abandonado pra cair nas mãos da iniciativa privada. Salve Londrina. Não é uma acusação, é apenas um alerta...pro povo ficar de olhos abertos. Afinal, essa conversa comunitária proposta por prefeitura e FEL se limita a votação na câmara dos vereadores, gente que representa os interesses do povo apenas em teoria. Só não quero crer que no futuro leia notícias assim: Fonte: http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/12/04/quadrilha-olimpica-superfaturou-ate-a-tocha/
Quadrilha olímpica superfaturou até a tocha
By Paulinho
Tocha Pan-Americana teve aumento de 169%
http://www.blogdocruz.blog.uol.com.br/
Festejada em todo o país como símbolo histórico de eventos esportivos, a tocha dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro teve custo unitário de R$2.042,00, aumento de 169% sobre a proposta original, R$ 759,00.
Já em ritmo de Olimpíadas 2016, muitos convênios do Pan 2007 estão longe de um esclarecimento final.
Mesmo os temas que tratam de assuntos luminosos, como a confecção da tocha, nem sequer mostram luz no fim do túnel, tal o desencontro de informações entre o Comitê Organizador (CO-Rio) e o Ministério do Esporte.
Pior:
Cada processo do Pan que vai a julgamento, lá vem surpresa. Como ontem, quando o Tribunal de Contas da União fixou 30 dias para que o Ministério do Esporte responda sobre “elementos” que já deveriam ter sido encaminhados àquele órgão há mais de três meses.
Em outra decisão, o TCU pede ao ministério de Orlando Silva esclarecimento sobre tomadas de contas especiais de seis convênios, totalizando R$115,1 milhões.
Tocha
Mas o que chama atenção é o Convênio 005/2007, uma confusão, sem exageros.
Em janeiro de 2007, o Ministério do Esporte repassou R$ 4,7 milhões ao Comitê Organizador do Pan (CO-Rio) – Convênio 005/2007 – para organizar a “cerimônia de revezamento da tocha”.
Desse valor seriam confeccionadas 4.000 tochas, ao custo de R$ 1.563.466,67 milhão, conforme o plano original do CO-Rio.
Primeiro desencontro: a proposta da empresa que fabricou o artefato era de R$2.922.700,00.
Aditivo
Em agosto de 2007, o Ministério do Esporte fez um aditivo ao Convênio 005/2007 e lá se foram mais R$ 1.190.255,00 para o Comitê Organizador fechar a conta da corrida da tocha.
Passa o tempo e os auditores do TCU foram fiscalizar a execução do tal convênio.
Surpresa! Em vez de 4.000 tochas encontraram no depósito da Marinha apenas 448 peças, assim: 82 novas, 347 usadas e 19 quebradas.
No faz e refaz das contas da confusão os auditores concluíram que foram confeccionadas apenas 500 tochas, ao custo de R$ 1.021.000,00.
Barbaridade!
Diz o relatório do Tribunal, de 24 de setembro de 2008, encaminhado ao ex-ministro Marcos Vilaça:
“Cabe conferir destaque ao custo unitário da tocha, que saltou de R$ 759,00 (projeto original do CO-Rio) para R$ 2.042,00 a unidade.”
A questão é confusa mesmo, e o TCU quer que o Ministério do Esporte esclareça em que estágio se encontra essa e tantas outras contas que ainda não fecharam.
No item 1.9.3, pede, textualmente análise de “impropriedades apontadas” na matéria, posicionamento do Ministério a respeito “bem como documentação comprobatória”. Assim:
“comprovação/destinação do montante de R$ 641.500,00, relativo à diferença entre o valor de R$ 1.021.000,00 liberado para a execução de 500 unidades, e o previsto na proposta da empresa executora de R$ 379.500,00, ante a ausência de justificativas circunstanciadas acerca da vertiginosa elevação do custo unitário da tocha de R$ 759,00 para R$ 2.042,00”.
Oscar, o Mão Santa, em 2007
O relatório dos auditores do TCU sobre o assunto tem expressões do tipo:
“…ausência de elementos satisfatórios acerca da execução do Convênio 005/2007”
” … declaração fornecida pela Secretaria do Pan do Ministério do Esporte deixa evidente o quão nebulosa e contraditória é a fundamentação da execução desse convênio…”
“… ausência de documentos comprobatórios no tocante à expressiva elevação do custo unitário de confecção das tochas…”
“… abrangência e superficialidade quanto ao detalhamento da reformulação das metas, bem como dos fatos que ensejaram a solicitação do Temo Aditivo” (de R$ 1.190.255,00)
“… ausência de recibos e de comprovantes de pagamento”
Finalmente, e não menos duro e duvidoso para o TCU sobre a real necessidade do termo aditivo de R$ 1.190.255,00:
“… cuja justificativa para sua constituição (do termo) se encontra permeada de informações e declarações conflitantes entre a Secretaria do Pan do Ministério do Esporte e CO-Rio…”
Panorama
Enfim, é o panorama de um evento realizado há quase três anos, enquanto as mesmas autoridades políticas e esportivas já vivem no ritmo eufórico de Rio 2016…
Obs: os números e citações entre aspas foram obtidos em relatório oficial do Tribunal de Contas da União.
Qua, 25 de Novembro de 2009 03:00
Felipe Lessa
Festival de Hip Hop organizado pela Falange Azul e CUFA envolvendo diversas comunidades e regiões de Londrina. Brindes do Londrina foram distribuídos no evento.
A grande mania no Londrina é chorar. Dizer que não dá certo, que as coisas são difíceis. Diretores dizem isso, mas não fazem nada decente. Vamos escancarar. Desafio qualquer ex-presidente desde 90 a provar que fez algo de concreto pelo clube. Por incrível que pareça, o mais legalzinho foi o Caldarelli. Tinha modelo gandula, tiro pro alto e farra do boi. Era ao menos engraçado. Mas o restante não fez nada, a não ser choramingar que jogadores sumiram de forma nebulosa. Vamos esquecer disso e por nas mãos do interventor uns pensamentos positivos pra mudar a imagem do clube. E que os torcedores parem de reclamar da turma do eixão. Teve gente que defendeu o Peter até o fim, e o cara era Corintiano. A cidade precisa pedir o apoio dos “pizzas”, não recriminá-los pelos erros dos próprios ex-diretores do LEC.
1 – Campanha Sócio Torcedor
Chegou a hora do Londrina criar seu programa de fidelização de sócio. Chega da farra dos ingressos falsos e desviados no Café. Foi o Peter quem propôs o valor de R$ 20 para o Paranaense 2009. Qual o interesse dele nisso? Bom, o torcedor quer se fidelizar ao clube. O que ocorre que as diretorias sempre quiseram o torcedor longe?
2 – Amistosos
Que tal marcar uns amistosos contra times grandes? Em valores baratos, de forma que envolvam a comunidade. Pra quem já deu uns 10 times de jogadores na faixa pra empresários e outros clubes de futebol, não custa nada trocar um amistoso pela porcentagem de algum garoto da base.
3 – Londrina Tour
O Londrina precisa voltar a envolver a cidade. Esqueçam os papos megalomaníacos do Peter. Chegou a hora de formar a base e colocar o Tubarãozinho (juniores, juvenis e infantis) nos terrões da cidade, nas canchas de futsal ou em qualquer lugar onde houver uma pelota rolando. A cidade esqueceu do Londrina, mas quem dirigiu o Londrina também esqueceu de sua cidade. Isso pra não falar do número de jogadores bons que poderiam ser descobertos. Bom, se antes só jogava no LEC quem pagava ou tinha padrinho, vamos ver se quem assumir quer moralizar de verdade mesmo.
4 - Valorizar a história
O VGD vão destruir e a sede leiloar, mas houve gente que contou isso. J. Mateus e o professor Jefferson ilustraram diversas histórias do nosso Tubarão em seus livros, referência nacional e que já foi elogiado por gente como o Marcelo Courrege, repórter da TV Globo RJ, e Ulf Lindberg, o filho Sueco do Garrincha. Claro que essas belas obras caíram na mão dessa gente por iniciativa de torcedor, pois se dependesse de qualquer ex-diretor do LEC, ia tudo pro lixo (assim como foram muitos exemplares que estavam na sede campestre). Mas o que se deve fazer? Chegou a hora de levar esses dois camaradas, não menos importantes para o clube que nenhum jogador, para eventos nos shoppings, nas escolas, nas livrarias, nas bibliotecas e até mesmo nos estádios. Vamos valorizar o belo patrimônio que temos. E que bom se essa iniciativa também partisse do prefeito Barbosa Neto, da Secretaria de Cultura, dos organizadores da Exposição Agropecuária, entre outros tantos núcleos que podem ajudar tanto a valorizar aqueles que resgataram a história não apenas do LEC, como também de Londrina.
5 - Cantar pro Tubarão
A produção cultural envolvendo o Londrina existe? Já vi peças de teatro e também de animação infantil envolvendo as cores do LEC. Mas isso continua? Temos na cidade uma produção de teatro de alto nível. Que tal estreitar os laços com essa gente, ajudar por meio da arte a divulgar um pouco do time da cidade. Isso para não falar de shows no estádio do LEC, algo que torcida Falange já havia feito com rock e rap. Mas queremos ver algo oficial, do clube, abrindo as portas para seu povo. Chamando o pessoal a participar e tocar no Festival Azul e Branco. No Internacional de Porto Alegre segue um bom exemplo. Foi organizada uma apresentação de bandas locais compostas por colorados (como Graforréia Xilarmonica e Tenente Cascavel, por integrantes dos Cascavelletes e TNT). O evento ocorreu dentro do Estádio Beira Rio. Quando vão fazer isso em Londrina? Nossa cidade está repleta de bandas com gente que vai ao estádio, que torce pelo LEC. Alias, quem sabe uma banda por jogo ou algo na linha do Legião Urbana Futebol Clube, de Brasília.
6 - Função social
O mesmo Ministério Público que baniu a cerveja do Londrina, poderia agir de forma efeitva buscando parceiros para uma cartilha sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente utilizando um personagem “Londrininha”. O Coritiba fez isso na capital, com muito sucesso. Creio que esse fato ajudaria a criançada a conhecer um pouco mais do Tubarão, como também das questões ligadas aos direitos e deveres e quebras de preconceitos. Alias, não se esqueçam de acrescentar a Lusinha.
7 - Loja chique e popular
Londrina, que tal estreitar os laços com o comércio da cidade. Gostamos da lojinha da Karilu, no Shopping, mas seria legal vender camisas, também COM PREÇOS POPULARES, na região da periferia da cidade. Inclusive com direito a promoções em rádios comunitárias, etc.
8 - Vamos mudar a cara do Londrina?
Chega da imagem bandida, da corrupção. Que tal personalizar o ambiente a cada jogo, com um tema diferenciado. Isso da custos? Terceiriza, faz parcerias, chamem voluntários. Outra coisa. Tem que tem cunho social relevante, fazer algo grande, que ressalte a liberdade individual de cada um. Não basta na época da exposição, leva uns bois pra desfilar no gramado, dá meia entrada pra quem for de chapéu, etc. Chegou a hora de usar criatividade, rasgar e jogar fora a imagem reacionária e conservadora do clube. Chegou a hora de pensar em festas que envolvam as comunidades, de se reunir em cada comunidade, grupo social, esportivo e cultural para pedir apoio. Só peço uma coisa. Se for fazer isso, não vamos fazer de forma ingênua apenas pra dizer que deu errado. Vamos dar uma nova identidade ao clube, como deu o St. Pauli da Alemanha. É uma chance de caminhar e ganhar sobrevida.
9 – Não adianta pedir grana se não tem credibilidade
Chegou a hora de ABRIR literalmente as portas do clube, os cofres também. Organizar tudo isso por notas fiscais e deixar disponível PARA TODOS. Chega de retrocesso e omissão. Chega de descobrir por conta no site do BID, da CBF, que tem jogador do Londrina viajando pelo mundo e o clube não recebe nada. Chega de contratos nebulosos, vamos deixar copias desses contratos para todos. O Londrina é da cidade, não de quem tem medo de auditoria. Quando for assim, a cidade volta a investir (alias, algum dia ela deixou de investir? Ou era choradeira de presidente querendo aumentar a mesada?)
Sex, 20 de Novembro de 2009 13:56
Felipe Lessa

Justo quando o Londrina Esporte Clube entregou sua sede campestre ao povo, ela será leiloada. O martelo pode ser batido hoje, às 14 horas. A tristeza toma conta do ambiente, pois o clube social havia se tornado referência de respeito da liberdade individual e coletiva. Tem jovem que ainda está na sede, preocupado. A reflexão é grande, pois desde a democratização (ou abandono, para os ingênuos) não havia mais cobrança de títulos, mensalidades ou carteirinhas. Bastava não ter medo de ser feliz e desfrutar de tudo aquilo que o governador Moisés Lupion deixou de presente para a cidade.
O primeiro sinal de alento foi a transparência. Os documentos não foram jogados fora, como falaram alguns maldosos especuladores. Toda papelada estava ali, logo ao lado da piscina, livre para consultas de todos. Afinal, o LEC é o clube do povo, e o povo tem o direito de saber o que acontece no clube. Se no futebol, conselho e diretoria escondem tudo o que ocorre, o povo tomou para si a sede campestre e mostrou como se faz. Do povo não se deve guardar segredos.
Os últimos jovens a se divertir na sede campestre mostram que havia consciência social no Londrina Esporte Clube. A sede era de todos, local onde o único pecado atendia pelo nome preconceito. E assim, a garotada aproveitava brisa e vibe do momento para beijar deliciosamente suas latas de refrigerante, puxando saborosos tragos da criptonita existente dentro delas. Tardes refrescantes.
Essa garotada não precisava mais se deslocar do Jardim Bandeirantes, Leonor e região até o Vale do Rubi, Lago Igapó ou qualquer outro ponto desagradável para alegria e relaxamento. A nobre mocidade agora tinha portas abertas no LEC. Se os outros clubes sociais da cidade são excludentes, o LEC havia quebrado a regra. Bastava ter compaixão com o prazer do próximo e cair pra dentro.
As rodinhas de amigos eram bem divertidas. Todo mundo unido, compartilhando pertences, rindo muito. Ouvindo zumbidos dos dos dos dos dos dos causados pelo consumo de alguma vitamina na na na na na nos gramados dos dos dos do do LEC QUI QUI QUI QUI QUI....
Nos campos de futebol deixados de herança (abandonados) pela antiga e reacionária diretoria do clube, as latas de cola e os vidros de benzina até hoje enfeitam os gramados. A quantidade é extremamente maior que a de garrafas d´água deixadas pelos antigos juniores após os treinos. Afinal, esses jovens frequentadores do LEC baforavam tão empolgados quanto os cheiradores homenageados pelos Ramones no censurado hino “Carbona is not glue”.
No imaginário dessa juventude, talvez a expectativa de mandar uma tabelinha com o Elber. Nos anos 90, era ele quem mandava no pedaço. Virou lenda. Quem sabe algum dos malucos que hoje deitam e rolam por esses campinhos não conseguem chegar na mesma Europa onde o cara mais considerado das antigas chegou. Ao menos em suas viagens particulares, eles andavam conseguindo.
Quem por último frequentou o LEC também se revolta ao escutar que a vida do clube morreu. Basta ver as camisinhas jogadas pelo piso destruído do antigo refeitório, os sinais de que mesmo a vida sexual não apenas existe. Ela evoluiu, surrou o velho moralismo e o expulsou destes domínios.
Nos anos 70, ver meninas nadando e tomando banho de sol vestindo os clássicos maiôs era o auge da sexualidade no clube. Na modernidade de agora, é só levar acompanhante, disposição e escolher o local adequado para a prática do amor carnal. Cada ambiente fica livre para quem ali chegar, optando por um local ou outro de acordo com interesses e posições necessárias para o orgasmo. O clube social do Londrina é mente aberta, não reprime ninguém.
A liberdade é tanta que algumas capivaras decidiram passar o resto de suas vidas na piscina do clube. Morreram e os corpos foram retirados depois das almas chegarem ao plano superior. Em decisão coletiva, foi definido que mamãe e três filhotes de capivara seriam os últimos a nadar nessa que foi a primeira piscina olímpica do Paraná.
O respeito a essas capivaras é digno. Estavam protestando, pois sabiam que o espaço do povo será roubado. Vai ser entregue aos burgueses. Na tarde desta sexta-feira, 20 de novembro, devem bater o martelo. Hoje, ainda tem algum transtornado vagando pelas dependências da sede campestre. A tristeza é geral, pois foram os reacionários dirigentes do Londrina que esculacharam as dívidas do clube. Justo quando o povo assume, ele acaba, para pagar dívidas feitas por quem enriqueceu com o futebol. Com isso, é a odiada burguesia que vai respirar aqueles ares muito em breve. O sonho acabou, os dias serão mais duros a parir de amanhã.




As fotos são reais, cortesia de Rafael Pio
Sáb, 07 de Novembro de 2009 01:34
Felipe Lessa
O prefeito de Londrina, Barbosa Neto, pousou orgulhoso para fotos com a camisa do Corinthians. Esteve lá, semana passada, na inauguração da loja do time paulista em terras londrinenses. Como político, errou. Não vou falar de bairrismo, pois a tendência é em alguns anos vermos Barcelona´s, Milan´s ou Chelsea´s da vida lucrando com a venda em massa de seus produtos no Brasil, até mesmo no norte do Paraná – como já ocorre em países da Ásia e até mesmo da África. Mas seguindo a escola Lula de atuar politicamente (e também de torcer), criou constrangimento com os diversos são-paulinos, palmeirenses e santistas da cidade.
Barbosa Neto deveria cuidar um pouco mais de sua imagem. Declarar amor por time de fora pode soar como indiferença com a realidade das equipes locais. Os torcedores do Tubarão é que ficam tristes, pois todos sabem que Barbosa é um político que gosta de futebol, inclusive do futebol pé-vermelho....do LEC, da Lusinha.
Desde seus tempos de apresentador de TV, há mais de 10 anos, Barbosa já era visto batendo cartão em praticamente todos os jogos no Estádio do Café. Na Série D, a cidade inteira sabe de tudo que o prefeito fez para ajudar o Tubarão. É de conhecimento público que o prefeito orquestrou todo um projeto de reestruturação do clube, a ser executado por uma das duas chapas que disputam a eleição do LEC - com data indefinida.
Lembro-me de antigas edições da Revista Placar, que, nas altas temporadas políticas, publicava reportagens sobre os times do coração de cada político. No Paraná, dois ex-governadores enraizaram bem essa relação política e futebol local: Jaime Lerner do lado coxa-branca, Paulo Pimentel pela camisa atleticana.
No berço da civilização paranaense, Paranaguá, a devoção é tanta pelo Leão da Estradinha que o ex-prefeito e deputado estadual Mário Roque até hoje é referência na cidade por ter sido presidente do Rio Branco. Talvez sua fama como torcedor alvirubro seja tão grande quanto a que tem como político.
Na vizinha Santa Catarina, é comovente quando todos falam da devoção de um político local pelo clube da sua região. Falo de Esperidião Amin. Diz ele que seu amor pelo Avaí às vezes se confunde com o gosto pela terra onde vive, trabalha e ganha seu sustento. Por duas vezes foi governador do estado, até hoje é visto na Ressacada.
E o Barbosa, o que tem a ver com isso? Agora que Londrina inteira está animada com o “novo Londrina”, o que acha o prefeito de encabeçar uma campanha para fidelizar o amor do londrinense pelo LEC? Chegou a hora de outros políticos, referências comunitárias, artísticas e intelectuais da cidade abraçarem o Tubarão como o seu único time do coração. E se for necessário torcer por um segundo time, que seja a simpática Portuguesa Londrinense.
Saiba mais:
Escute a declaração de Barbosa Neto, em conversa com Lula, publicada pelo Cláudio Osti.
http://pacocacomcebola.blogspot.com/2009/06/barbosa-imita-lula-para-lula.html
Sáb, 07 de Novembro de 2009 01:30
Felipe Lessa
Adeus, Peter Silva. Até breve, conselheiros. Foi adiada a eleição do Londrina. Está certo o juiz da 6ª Vara de Trabalho da cidade, Reginaldo Melhado, quando afirma que o LEC vinha sendo “um clube gerido na mais absoluta marginalidade”. Um despacho do Ministério Público (MP), assinado por Melhado, prevê que o interventor judicial Rubens Moretti e o procurador do MP, Heiler Ivens de Souza Natali, apresentem um plano emergencial de administração do Londrina. Vão ter dez dias para isso e por isso não haverá votação neste domingo. Esse plano prevê a revisão do quadro associativo do Londrina, com anulação dos atos de renúncia a crédito de contribuições dos associados, e a realização de eleições em processo eleitoral devidamente saneado. Também é previsto um projeto de reestruturação administrativa, para implantar democracia e transparência, além de um levantamento da penhora relacionada ao LEC. Um dos candidatos ao comando do Tubarão e ex-presidente, Marcello Caldarelli, afirmou que já esperava a medida. Esquece ele de comentar os mais de 2 mil títulos remidos doados durante sua gestão. Já o candidato Gilberto Ponce teve cautela e afirmou mudar os conselheiros de sua chapa se a justiça achar necessário.
O certo é que o MP tomou tal atitude depois que a presidência abandonou o clube... VGD, Sede Campestre e o time ficaram abandonados. Torcedores tentaram salvar o clube, a LEEL foi um exemplo, mas foram obscuramente afastados por Peter - que preferiu extinguir a base. Os jogadores “sumiram”. Uns foram parar no Iraty, outros no Juventude. O Londrina vai receber por isso? Ninguém sabe. Tem também o caso em que foi comprovada falsificação das assinaturas da mãe do atacante Jayme (que o clube perdeu na justiça), como também a de um médico da equipe do Doutor Miguita, que colabora com o clube fazem mais de 30 anos. Questiono: Peter Silva, Cesar Fatel ou Genivaldo Dias. Foi um desses que falsificou? Qual será a sentença ao responsável? Alias, o presidente Peter Silva também descumpriu o termo de ajuste de conduta firmado com o Ministério Público do Trabalho para o pagamento de ações trabalhistas – depósito de 15% das receitas numa conta judicial.
Graças ao Ministério Público, a farra chegou oficialmente ao conhecimento de todos. O Londrina deve para todo mundo, mas toda cartolagem que chegou no clube desde o início da década de 90 não tem motivos para reclamar do LEC. Afinal, os lucros geralmente vão parar nas “firmas”, os credores no Tuba. É por isso que o juiz classificou o ambiente do clube, ao Jornal de Londrina, como “promíscuo e de completa degeneração ética e moral”. Bom, tem muita coisa a se falar, mas aos poucos o londrinense vai sentindo que pode novamente a adotar o Londrina para representar a cidade. Não apenas o londrinense, como também muita gente de toda região norte do Paraná, está confiante. Depois de ver capivaras mortas na piscina do clube, ver a camisa alviceleste ser motivo de chacota na própria cidade, saber que iremos perder o Estádio Vitorino Gonçalves Dias e que até mesmo as portas do LEC poderiam ser fechadas, jamais imaginei que diria um dia: Obrigado, Peter. Juntos, nós podemos.
Sex, 23 de Outubro de 2009 15:47
Felipe Lessa

Marcelo Caldarelli e Aurélio Almeida sonham em se tornar celebridades. São daqueles caras que a todo o momento fazem algo para aparecer, mesmo que seja uma breve tacada pitoresca. No momento do retorno destas duas personalidades, a vida social de Londrina e Grêmio de Maringá voltou a ser bombástica. Deixa rastro em tudo. Quem sabe, também não dá a sentença: Clássico do Café apenas nos bastidores. Esperando ver quem protagoniza a cena mais cômica do futebol paranaense.
O desenhista Mike Judge, se tiver o interesse de entrar no ramo da pelota, talvez poderia retratar um pouco de histórias parecidas com as dos personagens de Galo e Tubarão em novos episódios de Beavis & Butt-Head.
Afinal, as bizarrices cometidas pela dupla remetem o espectador a desconstruir toda imagem do futebol, para depois reconstruí-la. Basta pensar profundamente sobre cada estupidez cometida por pessoas anônimas desesperadas pela vontade de se tornar públicas. Isso aguça o instinto do povo – até quando este resolve copiar um personagem esquisito e colocá-lo em prática no mundo real.
Nem mesmo a mudança no perfil dos dois seria necessária. Bastava que o roteirista do possível desenho mantivesse os jovens bizarros e pervertidos.
Sedentos por descarregar todo fracasso amoroso acumulado em Highland, Beavis & Butt-Head tentariam se aventurar no interiorzão do Paraná. O objetivo seria “se dar bem” no futebol e finalmente faturar uma garota.
Butt-Head pensaria em algo grande. Alguém poderia dizer que ele tinha dom para ser o salvador do futebol paranaense, que havia uma dupla com 6 títulos estaduais, 1 Taça de Prata, 1 Taça Roberto Gomes Pedrosa e uma 4ª colocação na primeira divisão do nacional prestes a realizar fusão, e ele prontamente acreditaria ser a pessoa certa para comandar o time.
Na saída do Burger World, filial norte-pr, o garoto passaria o migué em Beavis,um pseudo-recente-comunista-velho-camarada-de-falcatruagem que numa outra encarnação havia defendido a Seleção Brasileira. “Estamos sem grana no bolso, mas podemos cobrar R$220 de gordinhos e excluídos. Juntamos a grana e faturamos as garotas. Come to Butt-Head, baby. Hoho ohohoho ohohoh”. E assim estava montado um time com tempero de frango e sardinha para a disputa de qualquer campeonato que aparecesse.
Nos vídeos que intercalam cada episódio, histórias do futebol nortista sendo retratadas. Desta vez, Judge colocaria vídeos notáveis do Canal 100 ao invés de clipes, mantendo apenas o saudoso Rock´n´Roll ao fundo. Mudar de canal, ou não, seria a resposta positiva ou negativa para alguma reportagem.
- “ Hehe hehe hehe. Esse time tem sardinhas. A mascote desse time é a fêmea do Tutubarão. Poderia me dar mole”, diria Beavis, estrepado na aconchegante sala de casa. Prontamente ele seria retrucado por Butt-Head.
- “Shut up, Beavis. Sardinha é sua mãe, que nem conhece o VGD e faz parte da chapa presidencial. Hoh ohohoh oh ohoh ohoh”
No audacioso projeto de Beavis & Butt-Head, algumas fêmeas são convidadas a trabalhar em seu time. Seriam gandulas dos jogos, nas tardes dominicais. Excitariam os garotos com os elogios recebidos das arquibancadas.
Na angústia para que tudo dê certo (saia na imprensa), bastaria também contratar um ator global, incendiar o interior com promessas envolvendo celebridades, grandes equipes e dar tiros para o alto. Pronto! Era a chance de juntar influência na cidade sardinha de galinha e faturar. Tom Anderson, Stewart Stevenson e até mesmo o treinador Buzzcut seriam parceiros – acreditando nas pretensões dos garotos em salvar o futebol local.
Com a grana em mãos, os jovens convidam as modelos gandula para um jantar regado a nachos e cervejas trocadas em permuta com contribuintes do clube: o Londringá. No entanto, ao perceber que as geladas não tinham álcool, Beavis degusta uma enorme quantidade de café e açúcar no refeitório do Burger World – local onde ainda trabalha, apesar das moedas do clube sempre serem esquecidas no bolso. Surge o diabo loiro. Ele fica enlouquecido, delirante. Tapa sua cabeça com a camisa e começa a gritar de forma demente, sem se calar: “Great cornolhio! Great cornolhio! Great cornolhio!”
Receosos, os donos da lancheria convocam a polícia. Essa bebida não estava presente no contrato de permuta, por isso Beavis & Butt-Head tomam uma dura e vão em cana. As garotas deixam o recinto e seguem para casa. O dinheiro dos contribuintes é utilizado no pagamento da fiança.
Com sorte, a dupla pensaria em nova chance de reerguer o futebol do norte para faturar alguém. Talvez utilizando cabeças de gado de desconhecidos ou emprestando carros de concessionárias para suposta premiação de bingos picaretas. Com azar, uma dupla de toupeiras poderia levar o caso a sério, imitar os jovens e os dois times fechariam as portas. Mas se Mike Judge gostar da idéia, com sorte ou azar, o Clássico do Café dos dias atuais pelo menos ainda teria suas histórias bizarras, mas no foco do povo. “Hehehe heheh heheh”. “Ho hoh ho h oh oh”.
Qui, 15 de Outubro de 2009 15:34
Felipe Lessa
Ao escolher quem será o próximo presidente do Londrina Esporte Clube, no dia 8 de novembro, os associados irão traçar definitivamente o futuro do Tubarão. O Alviceleste passa pela pior crise de sua história e pela primeira vez foi cogitada publicamente a intenção de fechar as portas do clube para criação de um novo time, este propriedade de empresários locais que atuam na venda de jogadores e com o compromisso único de dar lucro aos seus investidores.
Até agora as duas atuais chapas são uma incógnita para o torcedor desacreditado de tantas promessas, falta de transparência, sumiço de jogadores e pelo desastre da gestão Peter Silva. Gilberto Ponce e Marcelo Caldarelli, atuais pretendentes ao cargo máximo do Londrina, no momento apenas movimentam os bastidores para uma disputa baseada em incertezas.
Na base de Ponce o grande triunfo está no apoio do prefeito Barbosa Neto. Caldarelli, por sua vez, conta com a força de um suposto legado dos mais de 2 mil títulos remidos distribuídos na cidade durante sua gestão como presidente alviceleste. Ambos recusaram o apoio do atual presidente, Peter Silva, para as eleições.
Raio X dos candidatos:
Gilberto Ponce
É empresário e foi ligado ao grupo Royal Players, que faz o agenciamento da carreira de jogadores de futebol - era sócio de Persius Sampaio, questionado ex-diretor do Tubarão. Nas recentes visitas que fez em alguns setores representativos do Tubarão, ele alega ter deixado o ramo para dedicar-se exclusivamente ao Grupo Rodinato, uma indústria de comércios e ferragens.
Com o apoio do prefeito Barbosa Neto, Ponce é o escolhido para administrar o projeto desenvolvido por Antônio Carlos Gomes, responsável pelo processo de reestruturação do Atlético Paranaense.
A chapa Novo Londrina tem aspectos positivos como a reaproximação de diversos segmentos locais, que vão de empresas londrinenses, Rádio Paiquerê, torcida Falange Azul e até mesmo promotores de justiça envolvidos na prestação de contas sobre as dívidas trabalhistas do LEC.
Atuar na venda da Sede Campestre do Londrina também é uma das apostas do projeto da chapa. A meta é que o clube receba valores acima das dívidas estipuladas em cerca de R$ 6 milhões e assim comece uma vida nova.
Ponce também ganhou pontos ao vetar a presença de empresários de jogadores na reunião que apresentou o projeto do professor Antônio Carlos. Ainda assim, nomes como o de Sérgio Malucelli e Iran Campos foram comentados no encontro.
O principal ponto negativo é a substituição da sede do clube do Estádio Vitorino Gonçalves Dias para o Estádio do Café. A prefeitura tem intenção de vender o terreno do VGD para uma construtora local. Há também o interesse em remodelar o Café, para que o campo possa servir de treinamento para alguma das seleções que disputarem a Copa do Mundo de 2014. A nova possibilidade de terceirização do clube também é questionada pela torcida.
Marcelo Caldarelli
Presidiu o Londrina na gestão 96/97, é empresário no ramo da hotelaria e agencia jogadores de futebol. Durante os jogos da Série D do Brasileiro, protagonizou mini-comícios nas cadeiras cobertas do Estádio do Café e se auto-proclamou o nome mais indicado para assumir a frente do Tubarão.
No entanto, pode ter sua candidatura impugnada pelo Conselho Deliberativo após ter recebido o título de Persona Non Grata no LEC, devido a sua passagem como diretor da Portuguesa Londrinense. O polêmico Caldarelli caiu no desgosto dos alvicelestes ao tentar trocar o nome da Portuguesinha para Grande Londrina, ironizando o antigo clube ao qual agora tenta presidir novamente: “Será o Grande Londrina contra o pequeno”, dizia.
No legado de Caldarelli, folclores como a promessa de pagamento aos atletas com cabeças de gado que sequer estavam em seu nome, a contratação do ator global Nuno Leal Maia, as modelos gandulas e o episódio em Jandaia do Sul em que o ex-presidente disparou com seu revolver calibre 38 para cima, na tentativa de conter os ânimos da torcida rival.
Apesar de inovador, Marcelo Caldarelli é apontado junto de Peter Silva como uma das piores gestores do Londrina Esporte Clube. A dispensa de diversos funcionários alavancou as dívidas trabalhistas do LEC e a distribuição da grande quantidade de títulos remidos pela cidade tornou o clube social praticamente insustentável, sendo essa uma das justificativas da atual gestão para fechar as portas da sede campestre.
Sex, 02 de Outubro de 2009 18:08
Felipe Lessa
Infeliz e inoportuno o momento em que o ex-gerente de futebol do Londrina Esporte Clube, Adriano Coelho, resolveu desabafar*. Se ele diz que o Tubarão não tem dinheiro, bastava cobrar do presidente a prestação de contas sobre as cifras que entram no clube. No entanto, a palavra prestação de contas jamais fez parte do vocabulário de Peter Silva, o presidente do LEC. O mesmo Adriano preferiu omitir tal questão. Tentar lacrar o caixão do clube que classificou como “defunto” é mais fácil.
Enquanto isso, cinco jogadores “do Londrina” estão em Caxias do Sul. Foram negociados com o Juventude, mas “o Londrina mesmo”, como instituição, não sentiu nem o cheiro do dinheiro de nenhuma dessas negocioações. Adriano questionou o fato publicamente? Isso para não falar dos atletas que o LEC vai perder na justiça por falta de pagamento do FGTS, ficando disponíveis a serem negociados com qualquer clube. Será proposital? O que pensa Adriano sobre isso?
E o caso do Jayme, jovem promessa ao qual o Londrina perdeu os direitos federativos por falta de pagamente do mesmo FGTS? Foi ao comprar parte destes mesmos direitos que o rapper Gabriel, o Pensador, passou a fazer negócios com Peter Silva – ou com o LEC, como diz a reportagem de outubro publicada na Revista Placar. Foi uma história mal contada, repleta de bastidores e possíveis conspirações. Adriano poderia abordar o assunto.
De alguns anos para cá, nem mesmo o conselho deliberativo consegue averiguar documentos que comprovem os gastos e receitas. Teriam poder para destituir qualquer cartola, mas nunca tomaram nenhuma atitude. Talvez por comodismo, talvez por motivos nebulosos. Esse conselho funciona? Mas Adriano não comentou nada em nome da moralização alviceleste.
Alias, o conselho do Londrina parece uma mãe para qualquer dirigente. Enquanto eram feitas denúncias de que atletas de empresários amigos supostamente estariam jogando por ordens de dirigentes, no Campeonato Paranaense 2009, nem mesmo uma palha foi movida para investigar o caso. Enquanto isso, o que se via era o Tubarão sendo rebaixado. Nessa época, Adriano estava fora. Mas se quiser, ele pode falar o que pensa disso. Com certeza ouviu algumas boas nos bastidores do VGD.
Talvez já neste mês de outubro ocorram as eleições presidenciais no Londrina Esporte Clube - um patrimônio do esporte paranaense. Trata-se da pior crise da história do Tubarão, algo que vai se agravar após a disputa da Copa do Brasil que começa em fevereiro (torneio que pode durar apenas um jogo). É na segundona do Paranaense 2010 que o Alviceleste ficará em definitivo fora da vitrine do futebol nacional. Sem calendário, ou com jogos pífios, vai faltar dinheiro. Adriano, com seus conhecimentos futebolísticos, não quer ser voluntário no processo de reestruturação do LEC?
No dia 10 de dezembro deve ser fundado o oportunista Esporte Clube Londrina. Uma reinvenção de um antigo clube amador da cidade orquestrada por Otávio Gianelli, o Limpa-Trilho. Adriano Coelho estará de que lado? Seu patrão, Gilberto Ponce do Grupo Rodinatto, vai ficar de que lado da moeda? Iran Campos, Dorival Paganni, Sérgio Malucelli & Cia farão seus “investimentos” onde?
Com o perdão do clichê, chutar quem já está caído é fácil. Mas as pessoas que realmente se preocupam com o LEC deveriam mesmo era espalhar qualquer tipo de irregularidade cometida por cartolas e dar nome aos bois. Pois diferente dos estimados cartolas, a instituição Londrina Esporte Clube ainda tem o respeito e carinho de todo povo paranaense. No dia que torcedores de verdade, como Carlos Franchello e Murilo Zamboni, assumirem o Tubarão...o defunto ressuscita para se vingar daqueles que um dia o mataram. Adriano, o novo coveiro, também é torcedor?
*Artigo escrito em resposta ao depoimento feito pelo ex-gerente de futebol do LEC, Adriano Coelho, que classificou o Londrina como defunto em uma entrevista para a Rádio Paiquerê. Agradecemos por tudo que foi feito no Campeonato Brasileiro da Série D neste ano de 2009, mas exigimos respeito ao Tubarão.
http://www.futebolparanaense.net/not.php?id=4968&gerente-de-futebol-do-tubarao-joga-a-toalha-e-desabafa
Qua, 16 de Setembro de 2009 20:14
Felipe Lessa

No domingo, o Estádio do Café foi tomado por 12 mil torcedores do Londrina. Gente carente de bom futebol, que veio não somente dos bairros da cidade como também dos pequenos municípios que rodeiam os domínios londrinenses. A nostalgia dos tempos em que o Londrina bateu a Chapecoense, nos 3 x 1 válidos pela Taça de Prata de 80, bateu forte. Quem sabe em 2010 não estariam essas mesmas pessoas comemorando um acesso para a segundona do Brasileiro? Não custava sonhar.
O Alviceleste precisava de uma vitória para ficar a duas partidas da Série C. Mas ela não veio. Empatou em 1 x 1 com a equipe catarinense. Disse adeus ao povo que acolheu a equipe como nos tempos em que ela era digna de ser apelidada de Tubarão.
Não houve vaias. Muito menos xingamentos. O torcedor londrinense apenas aplaudiu a honra de cada um dos presentes em campo e voltou para casa de cabeça baixa. Era o que lhes restava, já que os atletas estavam com os salários atrasados. Funcionários e comissão técnica do clube também. Isso fora outros problemas que Peter Silva não resolveu.
Boa parte destes aguardará o pesadelo para voltar a pensar no time. Em fevereiro de 2010 tem Copa do Brasil. Mas no meio do ano, o que espera pelo LEC é a segundona do Paranaense. Por causa disso, alguns ainda esperam a cura da ressaca para pensar em questões do clube, que ainda estão para ser resolvidas. Na quinta-feira (17), conselheiros e diretoria devem se reunir no VGD. Peter Silva descumpriu o acordo com a Justiça do Trabalho e o clube perdeu 15% da renda do jogo contra a Chapecoense.
Questões relacionadas aos gastos e receitas do Londrina também serão debatidas. Ainda existe o receio sobre a prestação de contas de Peter Silva. Todo e qualquer documento a ser mostrado por ele deveria ser minuciosamente analisado pelos conselheiros – inclusive com cópia para imprensa. Não creio que isso ocorra.
E o Tubarão amarga um novo capítulo da pior crise de sua história. Dois grupos de empresários mobilizam-se para assumir o LEC, nas eleições que ocorrerão em novembro.
Um deles é composto por Luiz de Soto, o Luizão. Presidente da Leel, grupo que teve contrato rompido com o LEC sem maiores explicações, é o favorito dos torcedores alvicelestes. Foi presidente da Sede Campestre, hoje abandonada por Peter, e vice do clube na gestão de Agostinho Garrote.
Por outro lado, o empresário Gilberto Ponce afirma que está na disputa. Com apoio de empresários de futebol, entre eles o grupo que comandou o Nacional de Rolandia, ele pretende assumir o LEC. Trata-se de um nome muito cogitado nos bastidores da socialite londrinense (se é que ela existe). Um dos apoiadores supostamente seria o prefeito Barbosa Neto.
Aos torcedores, resta aguardar. Um protesto a ser realizado no calçadão de Londrina está sendo articulado. Todos querem saber se o interventor colocado no clube, por ordem da justiça do trabalho, está cumprindo sua função. Querem cobrar inclusive uma auditoria no LEC, por parte do Ministério Público.
O futebol promete transformar essa cidade em uma praça de guerra política. Esperamos que essa guerra seja para unir quem realmente torce, se preocupa e quer ajudar o Tubarão. Ou então, o último representante vivo do interior do Paraná vai continuar servido apenas de chacota no estado....e para ajudar as finanças de terceiros. Enquanto isso, londrinenses continuam sendo vítimas de um pobre futebol.
Qua, 02 de Setembro de 2009 02:59
Felipe Lessa
Londrina Esporte Clube e Ministério Público do Paraná devem assinar na tarde de hoje um termo que impede a venda de bebidas alcoólicas nos jogos com mando do Tubarão. Segundo o site do MP, a medida serviria para “propiciar maior segurança e bem-estar aos torcedores, bem como contribuir para a redução da violência”. No entanto, o que já é feito pela atual gestão para trazer essa segurança aos torcedores?
Em 2007, durante o trabalho, o repórter Sérgio Ribeiro foi espancado após uma partida no VGD. Teve fratura no nariz e um dente foi quebrado pelo agressor, um dos seguranças contratados pelo presidente Peter Silva para “propiciar maior segurança e bem-estar” no estádio. Nada foi feito com o protagonista da violência, que sumiu, como se nada ocorresse...sem passar pelo bafômetro. Apenas para recordar, eram tempos em que a diretoria de um homem só estava contra a imprensa.
O bem-estar também é esquecido quando falta água e refrigerante para os torcedores. Esse fato ocorreu na última partida em casa, contra o São José-RS. No mesmo jogo, válido pelo Campeonato Brasileiro Série D, boa parte dos 6 mil torcedores que foram ao Estádio do Café se assustaram na hora de ir ao banheiro. Precisaram voltar até a arquibancada e apelar para o papel higiênico utilizado na festa da torcida organizada. Houve gente que preferiu ir embora para casa, pois as privadas estavam todas sujas e não havia sinalizações indicativas para higiene do local.
Falta também no Londrina um programa para os harmonização dos torcedores, apesar de nunca ter sido feito uma pesquisa relacionada com as brigas – que raramente existem – nos jogos do Tubarão. Policia Militar, diretoria do LEC, Ministério Público e torcida organizada poderiam sentar para definir o que fazer com aqueles que vão com camisas de outros times para o estádio. É um começo, embora o estudo seja necessário.
É melhor começar logo. Muita coisa ainda precisa ser realizada. Falta também um projeto de Sócio Torcedor. Falta transparência. Falta diálogo com a torcida – já que os adeptos constantemente são vetados de reuniões do clube. Falta um sistema de identificação de torcedores. Falta dar aquela conferida para ver se pequenas garrafas de wisky não estão entrando com os convidados nas cadeiras cativas. Mas acabar com a cerveja do povão é mais fácil....e ainda pode render alguma promoção pessoal no portifólio.
OFF: Sugestão de leitura ao presidente Peter Silva e promotoria do Ministério Público do Paraná em Londrina http://www.culture.gov.uk/images/publications/footballtaskforcereport.pdf
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