Início Blogs Blog do Lessa
Blog do Lessa

Decadente futebol do Paraná

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa

O futebol paranaense há algum tempo cambaleava. Agora rasteja e pede água. Com uma federação que talvez apareça apenas nos fins de jogo, pra checar os borderôs e receber o que os clubes lhes devem (repare na renda e nas despesas), resta o que aos clubes além de agonizar ou morrer?

Talvez a Federação Paranaense de Futebol não seja a única responsável pela decadência, mas cabe a ela o fortalecimento daqueles que a sustentam. No entanto, o que é feito? São cobradas pesadas taxas, organizados torneios com supermando e criados tribunais alternativos para punir quem a contesta?

Quanto aos clubes, o que declarar? Muitos tradicionais acabaram por esforço próprio. Entre eles o Grêmio Maringá, pela dependência constante da prefeitura. Outros, como o Matsubara, apenas para voltar às origens de revelar jogadores. O União Bandeirante por perder sua razão de existir, com a venda da usina de Serafim Meneghel.

Já sobre os que se mantêm vivos, mas agonizam, estão dois grandes: um do interior, outro da capital. No Londrina, vencedor de três títulos estaduais e uma Taça de Prata, a morte apenas não chegou por teimosia daqueles que já pintaram o VGD* e pegaram pesado na enxada para roçar o mato que a prefeitura deixou crescer.

Em Curitiba, o Paraná Clube, que já foi considerado um dos mais ricos do país e ganhador de quase tudo nos anos 90, deixa de pagar salários, os jogadores entraram em greve e o presidente afirmou que já pensou em fechar as portas para o futebol.

Isso para não falar da dupla atletiba. O Atlético capenga na Série A do Brasileiro e se mostra displicente com a adequação da Arena ao caderno de encargos da Fifa. E o Coritiba? Desce e volta da elite nacional, mas volta e meia perde jogadores a preço de banana, como o Alex (que valeu menos que Oseias) – quando recebe, já que no caso Ariel nada entra para o clube – por despreparos contratuais.

Bom, situação deprimente para um estado que já teve dois campeões nacionais da série A, cinco* campeões da Segundona e um campeão da Terceirona. Porém, é o momento exato para o renascimento,

O futebol de hoje está valorizado e é lucrativo para todos – desde que se trabalhe para isso. Mas para ter um futebol forte é preciso abandonar velhos vícios e manias que hoje são inaceitáveis para quem tem ambições positivas, algo que parece ser almejado por algumas equipes.

Entre os exemplos negativos que ainda norteiam o futebol está o cabide de empregos e o funcionalismo. A ausência de transparência é outro problema. Mas isso é assunto pra outro dia. Reflitam.

Notas
*Estádio Vitorino Gonçalves Dias, pertencente à prefeitura, mas cedido ao clube em comodato desde 1990; Em 2009 o prefeito Barbosa Neto se recusou a renovar o contrato com o clube.

** Computado o título do Grêmio Maringá no ‘Robertinho’ 1968, com direito a blefe do Botafogo no torneio dos campeões e vaga desperdiçada na Libertadores por incompetência da antiga CBD, que não indicou participantes para 1969..

Extra
Copie o link e cole no navegador...
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:4YB7K23IFRQJ:www.domingosmoro.com.br/4linhas.php%3Fid%3D2889+%22h%C3%A9lio+cury+filho%22+domingos+moro&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-a

 

Mensageiro da verdade

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
 

O Sucessor de Dunga na Seleção: B-Side

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa

dunga_e_ricardo_teixeira_224_300A CBF deve anunciar nos próximos dias o sucessor de Dunga. Felipão, Muricy Ramalho, Mano Menezes, Leonardo, Ricardo Gomes e até Adilson Batista aparecem entre os cogitados para assumir o posto do banco mais pressionado da Copa do Mundo 2014.

Missão difícil, já que na mesma labuta passaram cidadãos de nobre estirpe como João Saldanha, Zagallo, Telê Santana, Edu Coimbra, Vicente Feola e, até mesmo, o ‘pai’ da metodologia utilizada na África do Sul em 2010: Dorival Knipel, o ‘querido’ Yustrich.

Nós do De Primeira, como bons brasileiros que somos, parte dos mais de 90 milhões que estarão em ação em 2014, todos juntos vamos nos preocupando com o futuro do escrete canarinho. Assim sendo, resolvemos mostrar que essa nação é realmente uma “pátria de chuteiras”, como bem ilustrou Nelson Rodrigues.

Por isso, sem complexo de vira-lata, sem retranca ou medo de ser feliz, confira o nosso top 6 de treinadores indicados pra Seleção Brasileira.

1 – Nuno Leal Maia

img29_nuno

O ator global renasceu o vilipendiado Londrina no Campeonato Paranaense de 1996. Foi despedido, depois de notável campanha com um grupo limitado, somente pelo fato de o clube não ter nos cofres as moedas suficientes para bancar treinador de tal requinte. Quase consolidou o LEC num estrelato estadual que os clubes de Curitiba ainda lutam para conquistar.
Fosse na capital ou no interior, tietes ensandecidas lotavam a frente dos hotéis onde o badalado e, então temido, Tubarão Leal Maia se hospedava. Ele resgatou o amor do paranaense pelo futebol – o que poderá, tranquilamente, ser feito pelo escrete. Mesmo quem não gostava de bola pedia autógrafos, até para anônimos e carniceiros atletas como João Neves, uma espécie de Felipe Melo alviceleste – facilmente domado por Nuno.

O professor também tem acesso livre e bom relacionamento nos corredores da Globo, o que evitaria cenas constrangedoras como as que vimos na África do Sul. Como jogador de futebol, foi um menino da Vila. Dificilmente deixará de fora do Mundial craques como Neymar e Paulo Henrique Ganso, artistas da bola aclamados por toda nação.

2 - Washinton Rodrigues, vulgo Apolinho

WashingtonRodriguesConta com uma extensa lista de qualidades que faltavam a Dunga. Aos 74 anos, tem experiência de sobra e um vasto currículo, com passagens por Flamengo, Nacional, Continental, Guanabara, Tupi e Globo. Enfrentar pressão também é com ele mesmo, que treinou o Fla no ano do centenário e conseguiu se segurar no cargo até o final da temporada.

Mesmo sem obter os resultados esperados pela nação rubro-negra, mostrou ser um adepto do futebol ofensivo e dos craques, escalando o time com o histórico ataque formado por Sávio, Romário e Edmundo. Tem ainda o perfil ideal para selar a paz entre a seleção e os exigentes críticos da crônica esportiva.



3 - Mauro Shampoo

mauro-shampoo2.jpg_fotogaleria_h

A traumática eliminação brasileira na África do Sul rendeu ao time de Dunga o título de pior seleção se todos os tempos. E, para contornar uma crise, nada melhor que contratar a mais emblemática personalidade do Íbis, pior time do mundo - de todos os tempos. Mauro Shampoo, ex-jogador do clube pernambucano, cabeleireiro, homem e letra de música de Oswaldo Montenegro, tem o currículo de brasileiro ideal para suportar a pressão de torcida e imprensa em 2014. N

a condição de quem aproveitou o estrelato para deixar um herdeiro, seu filho, no time onde a fama conquistou, o possível futuro treinador de nossa seleção poderia também atender qualquer exigência de convocação do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Apesar da falta de experiência como técnico, é querido por baluartes da imprensa como Xico Sá e também poderia reconquistar o coração dos jornalistas de todo mundo da bola, colocando em prática os palpites de toda nação jornalística de nosso glorioso Brasil. Como vitorioso no seu objetivo quando vestiu chuteiras sob pressão, sabe todos os atalhos necessários para a conquista da glória no futebol.

4 – Romário

romarioApós a experiência com o símbolo da garra e do “comprometimento” da seleção do Tetra, o Brasil clama por mudanças e pelo resgate do jogo bonito e ofensivo. Portanto, nada melhor do que apostar no representante do futebol-arte naquela vitoriosa geração.

Com uma passagem como técnico do Vasco, o Baixinho já supera o currículo de seu antecessor, além da experiência administrativa no comando do América. A presença de um ídolo dos jogadores no banco de reservas também serviria como uma motivação extra ao grupo, como prova o exemplo de Maradona na seleção argentina.

Romário de Souza Farias ainda seria uma dose fundamental de alegria para quem não aguentava mais o mal-humor de Dunga. Sem contar que, se a coisa estiver feia, sempre existe a possibilidade de o professor entrar em campo e resolver a parada.

Afinal, só faltam dez gols para ele igualar Ronaldo como o maior artilheiro da história das Copas.


5 - Alexi Lalas

lalas-alexisApostar em nomes estrangeiros é um paradigma na Seleção Brasileira. Desde 1965 não apostamos em outros idiomas para ditar as regras do jogo. Na ocasião, Nelson Ernesto Filpo Nuñez, argentino, treinou a ‘Academia de Futebol’ do Palmeiras, que trajando a camisa canarinho venceu o Uruguai por 3 a 0.

Antes, em 1944, ainda teve o português Jorge Gomes de Lima, o popular Joreca, que também massacrou os uruguaios nas duas únicas vezes que comandou o escrete brasileiro. Por isso, o norte-americano Lalas pode ser a voz da renovação tão esperada na terra do verde e amarelo. Ex-jogador, líder por essência e roqueiro, o gringo é irmão de um jornalista que atua em sua terra natal.

Como esteve na África do Sul, Lalas com certeza viu ou ouviu os urros brasileiros contra a Sele-Dunga. E dirigir o Brasil seria algo fácil para “Panayotis”, que teve paciência para retirar sua credencial de imprensa na Copa 2010 e vai ter o espírito de conquista yankee numa hora em que o povo canarinho tanto precisa reconquistar o próprio território.

Nada incomum para um cara como Alexander Panayotis, que ‘reconquistou’ os avermelhados tricolores de Cuba com o ouro levado pros Estados Unidos nos Jogos Panamericanos de 1991.

6 - Raymond Domenech

DomenechO Brasil precisa de uma revolução para voltar a ser potência. Domenech é o “cara” para que isso aconteça. Se Napoleão Bonaparte foi o responsável para que a França conquistasse parte de Europa central e ocidental, Raymond pode repetir em terras tupiniquins o Golpe 18 de Brumário aplicado pelo maior ícone de sua nação.

Bastaria que o francês demonstrasse no time de Ricardo Teixeira o desempenho pífio e as intrigas que sua seleção demonstrou na África do Sul – claro, antes da Copa 2014. Por causa da “conspiração dos carrascos franceses”, povo tomaria as ruas e protagonizaria atos revolucionários, obrigando à queda do treinador e assumindo o poder da CBF.

Porém, se na terra de RD, Napo lutou para evitar a ascensão das classes mais humildes, no território de Dunga ele poderia ser o responsável pela final chegada dos populares ao poder, numa pátria de chuteiras que talvez só pertença ao imperador RT.

Com certeza tal ato faria com que o povo brasileiro o perdoasse pela indelicadeza com nosso compatriota Carlos Alberto Parreira. Bom, só Zidane poderia fazer algo maior. Mas duvidamos que ele aceitaria o cargo.

 

Irresponsabilidade e inconsequência

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
Teimar em ressuscitar o futebol do interior é perda de tempo. Salvo raras exceções, os velhos pequenos ou novos promissores até podem, no máximo, figurar na elite nacional. Afinal, por minutos de fama, camaradas dispostos a lavar dinheiro até podem injetar uma moeda gorda em um anônimo promissor ou um folclórico decadente.

Então, podemos ver figurantes temporários no Brasileirão. Mas a regra é clara e os dados históricos são públicos: por pouco tempo e nada mais que isso.

Certa vez fiquei incomodado ao ouvir de um ilustre camarada que o futebol fora dos grandes centros morreu. Porém, lendo algo e refletindo, mais tarde tive a certeza que ele estava certo. Jamais veremos aqui no Paraná aquelas grandes trocas de sopapos futebolísticos, como, por exemplo, no clássico do café. Já era. Londrina e Grêmio Maringá, por exemplo, morreram. Talvez ainda tenham um pequeno espaço no folclore nacional, deixem aquela nostalgia dos brutos combates na capital e mais nada.

Essas cidades se esforçaram pra matar seus times – e se isso não ocorresse, hoje poderiam ambos buscar um convite para a glória a partir da possível criação das ligas proposta pelo Clube dos 13.

Ainda assim, poderia existir uma perspectiva de ver esses times renascendo e investindo em estereótipos para se tornarem uma espécie de St. Pauli brazucas. (http://www.fcstpauli.com) – no máximo. Mas é preciso pensar além da conta pra que isso ocorra – e nosso interiorzão (de velhos espertalhões sempre fechando portas para os cidadãos de bem) parece disposto a trabalhar bem apenas na hora do embolso em comum entre velhas mentiras personificadas, infelizmente, em cartolas da bola.

Daí ressurgem os mesmos jaguaras, que deveram até as cuecas pra meio mundo pelos velhos clubes, pensando que criando novos cnpj´s vão enraizar uma nova marca na cabeça do consumidor e tudo será resolvido. Em resumo: bandidos, mas ingênuos.

Pior, são times que vão se dissolver com o tempo. Como é o caso do Galo Adap, teimando em voltar pra terceirona paranaense sob comando de um vereador da Cidade Canção – bestas são os que acreditam, o futuro é certo e a intenção é dar dinheiro pra alguns. Necas mais.

Futebol no interior virou várzea. Perseguições e busca de receitas por parte de federações, selvageria como a que fez os chorões - do protegido time - do Roma Apucarana e canchas de futebol cada vez mais vazias.

Irresponsáveis são aqueles office-boys em busca de jabá que publicam a criação de novos clubes como salvação eterna – afinal, futebol não é basquete ou handebol. Inconsequentes somos nós, aqueles que insistem em perder tempo ouvindo rádio AM via internet pra acompanhar o dia-a-dia de nossos finados clubes...
 

Eterno Franchello

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
tfa_bandeira_franchello

O Londrina Esporte Clube e toda a cidade deveria se curvar ao homem que transformou o futebol do norte do Paraná. Sem Franchello, o seu Caçula Gigante não teria tal proporção que teve um dia. Nem mesmo o Grêmio de Maringá conquistaria qualquer tipo de façanha.

Franchello, alias, jamais teve envolvimento com o Galo – ao contrário de alguns jaguaras que já passaram pelo LEC. Mas….se não fosse ele, Franchello, jamais existiria uma saudável e querida competição na região norte do Paraná, chamada Classico do Café. Seis títulos estaduais entre os dois, um nacional pra cada lado e…hoje….apenas saudades. Foram dois times rivais, que competiram e foram grandes – fora do eixo, fora da capital, fora de tudo.

Salve. Esse tiozinho louco, humilde, verdadeiro e guerreiro que trombei algum tempo nos anos 90, pelos elevadores do Edifício Paraná, quando eu ainda morava em Londrina e labutava como Office Boy.

O mesmo tiozinho que, certo dia, ao me ver com uma jaqueta do Londrina, perguntou: “Garoto, torce pra esse time?”. E que quando respondi que sim, mas que estava puto com tanta corrupção… o mesmo tiozinho nada pôde falar. Apenas chorou. Meia-hora depois eu descobri. O tiozinho que volta e meia falava de futebol comigo… que carregava simpatia pelo Palmeiras de seus antepassados… era o maior homem que já dirigiu um time de interior desse Brasil.

Bom, está aí, a homenagem ao grande camarada. Junto com Petraglia e Evangelino… foi um dos caras que teve peito pra intimar o temido eixão. Franchello forte, querido, que não teve medo da ditadura, da confederação de futebol, da globo, e de quem mais trombasse o caminho do interiorano Londrina Esporte Clube.

Tentei rever o Seo Franchello faz quase um ano. Não consegui. Mas estava lá no seu escritório o papagaio veho de guerra, uma flamula do Londrina e a secretária que apenas lamentou: “ele está muito debilitado, acho difícil que consiga conversar com você”.

Não fiquei magoado. Só de saber que um dia conheci esse gênio, que ao saber que o maltratado Londrina ainda tinha torcedores, me deu um tapa nas costas e chorou… fica o orgulho.

Salve, Franchello. Você já foi admirado por meu pai, minha tia, por muitos amigos… toda essa gente com história ligada ao nosso Londrina, o seu caçula gigante.

O eterno respeito por ti prevalecerá para sempre! Heróis jamais morrem. Você continua vivo. Pra sempre viverá.

 

Me respondam...por favor

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa

O Londrina está com alguns problemas, a torcida quer apenas umas respostas...

 

Prefeitura – O Estádio do Café está interditado, já que a PM, Bombeiros e Vigilância Sanitária não deram os laudos de aprovação. Mas e aí? Na hora dos impostos, cai tudo em dia. Ninguém quer saber se minha conta bancária está no vermelho na hora de cobrá-los. O Londrina vai estrear na Copa do Brasil jogando em Paranavaí. Queremos uma solução, prefeito Barbosa Neto.

 

Federação Paranaense de Futebol – Não liberou a realização da partida no Café ou no VGD. Mas nunca realizou nenhum tipo de trabalho para acabar com o amadorismo dos cartolas do Estado. No entanto, na hora de cobrar taxas dos clubes, sempre tem seu representante batendo cartão. Alias, o que houve no Couto Pereira que nenhuma reforma foi feita no fosso, onde ainda fica a organizada que invadiu o campo e agrediu diversas pessoas no jogo do rebaixamento pelo Campeonato Brasileiro, e o Coxa pode continuar jogando por lá? Mesmo uma confusão protagonizada por essa mesma torcida no VGD foi utilizada como argumento para vetar o esse estádio. E aí, Reginaldo Cordeiro, diretor de vistorias da FPF?

 

Grupo Universe – Ninguém pediu para assumirem o Londrina. Não somos alienados ao ponto de pedir um time com Robinho, Kaká e Ronaldinho. Mas a empresa se comprometeu a dar boas condições ao clube, começando por treinar na cidade. E outra. Nem mesmo o uniforme do Tubarão está tendo suas cores oficiais respeitadas. Como fica, Wagner Nunes, diretor do grupo Universe?

 

Justiça do Trabalho – Na hora da intervenção e afastamento da diretoria, os documentos foram claros ao citar que a gestão era marginal e sem transparência. Porém, quais os resultados disso tudo? Até o momento, o que vimos foram jogadores indo embora, além de um grupo que sequer coloca o time pra treinar em Londrina assumindo o LEC. Que tal pedir uma auditoria nas contas do Tubarão. Sabemos que vocês são tão inteligentes quando nós, meros torcedores. Mas, fica aí o pedido. Sr. Juiz Reginaldo Melhado, qual seu parecer?

Por favor, respondam e coloquem em prática.

 

Justiça: o prazo é hoje?

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
Nossos queridos interventores poderiam explicar um pouco da movimentação do processo do Londrina Esporte Clube.

16/12/2009 PRAZO 07/01/2010
CERTIDÃO EMITIDA NOS AUTOS (3071260/2009)
Juntada de Petição de Manifestação das Partes - N° protocolo: 85417
Juntada de Petição de Ofício de Outros Órgãos - N° protocolo: 85462


08/12/2009 INCLUÍDO NO EDITAL Nº 01501/2010 - com publicação para 15/01/2010 Prazo: 22/01/2010
DOCUMENTO EMITIDO Nº: 2995927 / 2009 - OFICIO - - CARTÓRIO REGISTRO TÍTULOS E DOCUMENTOS - SOLICITA DOCUMENTOS :CARTORIO DE REGISTRO TITULOS E DOCUMENTOS 1.º OFICIO

Acompanhe o resto do processo em:
http://www.trt9.jus.br/internet_base/processoman.do?evento=Editar&chPlc=AAAbqKAAZAAKaXJAAP&exibeHistoricosAntigos=S&modoJanelaPlc=null&somenteVisivelExt=N


Extra:
Fala de Sergio Malucelli na Brasil Sul
‘‘Não te­mos in­te­res­se. Que­ría­mos um con­tra­to com lon­go pra­zo. A ­ideia era pri­mei­ro com­prar a mar­ca Lon­dri­na Es­por­te Clu­be, de­pois pen­sa­mos em um con­tra­to de dez ­anos’’. ‘‘Se for pa­ra fa­zer um tra­ba­lho co­me­çan­do do ze­ro por ape­nas ­três me­ses, fa­ze­mos com o nos­so clu­be, co­mo era a nos­sa pri­mei­ra ­ideia’’.

Extra II:
O que ocorre que o Sr. Sérgio Malucelli consegue encontrar Rubens Moretti e outras pessoas não? Entre as que na mesma data procuravam pelo mesmo estavam a Rádio Paiquere, o administrador do VGD e alguns ex-atletas...
 

O Tubarão será morto pela lei do mais forte?

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa

Depois que os homens da lei assumiram o Londrina, toda cidade aguardava moralização. Afinal, era 2009 e o Alviceleste estava prestes a passar por um período eleitoral. O documento que tirou o ex-presidente Peter Silva de sua cadeira confortável já falava em ambiente promíscuo e gestão marginal. Resultado: Tubarão passaria por uma intervenção da Justiça do Trabalho. A intenção era juntar umas moedas e pagar o que o clube deve na praça.

No entanto, 2010 está aí. A gloriosa gestão dos homens da lei assumiu o clube para moralizá-lo, mas faz igual outras gestões: não deixa transparente aquilo que está negociando. Anunciaram no início da semana um “parceiro oculto”, para a Copa do Brasil e não dizem o que estão fazendo pelo LEC. Hoje, Sérgio Malucelli deu entrevista para a Rádio Brasil Sul e disse não ser ele o parceiro. E mais: vai reativar o Esporte Clube Londrina, como eu já havia previsto neste mesmo blog.

O que foi conversado para ter somente um parceiro na Copa do Brasil? Se o LEC tinha um trisco de pertences na sua falida lista patrimonial, tratava-se da vaga na Copa do Brasil. O que sobrou do glorioso Tubarão de 77 foi um filé de barbatana ressecada pela chupança eterna de alguns que passaram pelo Londrina Esporte Clube.

Na Segundona do Paranaense é osso duro de roer. Não tem jogo grande, nem verba. A prefeitura de Barbosa Neto tornou pública a intenção de destruir o Estádio Vitorino Gonçalves Dias. A Sede Campestre já foi a leilão, e algumas figurinhas conhecidas de antigas gestões do LEC também compareceram no local – dispostas a contar todo tipo de podres que pudesse afastar qualquer pretendente a comprador. Ou seja, não apenas o Alviceleste parece estar sendo eliminado, como também tudo aquilo que fazia com que a cidade recordasse que já houve um grande clube por ali no passado.

Aliás, ainda tem uma placa do marco zero do LEC pelas ruas de Londrina. Quanto tempo vão esperar pra sumir com ela e fundar um "novo" e tão sonhado time que legitimará todo tipo de lucros de alguns empresários? A morte do Tubarão simboliza também o sonho de alguns que por ali ganharam, em especial nos anos 90, com jogadores que simplesmente pediram pra sair. O último exemplo foi Rafinha, hoje no Schalke 04. Mas tem também o Henrique e o Soares do Cruzeiro, entre tantos outros.

Dá-lhe conspirações. E por isso questiono: será que o Tubarão será enlatado feito sardinha de terceira estragada e jogado nas profundezas da parte mais suja do Lago Igapó? Do Tubarão sobrou apenas a barbatana. Mas ainda existe alguém da parte nobre do lago afim de tirar algum proveito. Se os homens da lei surgiram apenas para esconder o crime que estão cometendo com o esporte londrinense, só o tempo dirá. Não bastou Maringá perder o Grêmio por interesses de alguns, com manobra orquestrada pela capital. Dá-lhe Londrina. Quando a cidade pensar em reagir já pode ser tarde.

 

O Tuba vai morrer nas mãos da "Justiça"?

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
Os "sábios" interventores apresentaram um parceiro pro Londrina: apenas para a Copa do Brasil. Depois de servir o filé, nada garante que o grupo assuma o clube na Segundona do Paranaense. Será que ainda teremos o Tubarão vivo na disputa do torneio estadual?

Rubens Moretti permanece calado, assim como permaneceu quando a intervenção ainda era um embrião, na gestão do deposto Peter Silva, que até agora não sofreu nenhuma pena. Diante do silêncio, ou blindagem de Justiça e Prefeitura, será que a periferia do futebol estadual conhecerá um novo time, com Barbosa Neto e Sérgio Malucelli no poder? Sem credores pra "morder dinheiro", sem torcedores pra encher o saco, sem o Tubarão na concorrência...fica tudo de buenas, muy bacana pro parceiro gringo do curitibano.

Alias, o goleiro Lucas já foi entregue na faixa para o Nacional de Rolândia, equipe de Persius Sampaio, ex-diretor do Londrina e que não é muito querido pelos torcedores. Ele é parceiro do grupo Rodinatto, de Gilberto Ponce, o nome preferido de Barbosa Neto para "assumir o LEC".

Mas e aí? O Londrina precisa de dinheiro e a Justiça londrinense dá uma das últimas revelações alvicelestes de presente para o time parceiro do amigo do prefeito? Se estou errado, pelo menos que apareçam para dar explicações.
 

Vão dar o goleiro Lucas pra quem?

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
Dias atrás, estava conferindo no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF - ferramenta de transferência de atletas - e percebi que o goleiro Lucas havia rescindido contrato com o Londrina. O bom torcedor sabe que o garoto era uma das revelações do LEC. Porém, pra onde ele vai? O Tubarão ganhará alguma coisa? Os interventores poderiam explicar o que está acontecendo. Ninguém duvida da seriedade deles, mas o povo sempre gosta de saber pra onde vão as revelações alvicelestes.
 

Resposta aos leitores

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
Olá, amigos. Gostaria de agradecer a todos que comentam no blog. Por falta de tempo, ainda não havia iniciado um projeto que colocarei em frente desde já. Minha intenção é comentar boa parte dos comentários feitos por aqui. Deixo também meu e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Leandro, post "Algumas dicas ao Tubarão".
O que percebemos é falta de vontade em investir o dinheiro no clube. Não existe transparência, o LEC está cheio de dívidas, logo...existe algo errado. Cabe a nós, londrinenses, checarmos tudo isso.

Carlão, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?"
Realmente, Carlão. Os que ainda se animam com o futebol local, não estão animados com o "Novo Londrina" Espero, pelo menos, que se mantenha o sobrenome. Se virar clube de dono, aí podemos esquecer. Quem não se lembra o Bragantino? Alias, pra ser mais recente, e o Ipatinga?

Mauricio Batista, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?"
Não é o dever do Barbosa vestir azul e branco. Nem rosa, nem qualquer outra cor. Mas ele deve prestigiar os clubes da cidade, já que falou tanto em moralização do esporte local na campanha política. Isso, de prefeito sair vestindo camisa de time em inauguração de loja, é bom pro Corinthians....lá de São Paulo. Pra cidade de Londrina, nem tanto. Já que a loja é de um conhecido curitibano. O capital que vai girar ali...provavelmente volta pra capital paranaense, deixando apenas uma merreca pra pagar os subalternos da loja londrinense.

Denisvaldo Coscrato, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?"
Todos nós ficamos tristes com a draga que criaram no Londrina. Adoraria passar sua mensagem aos dirigentes. No entanto, o clube não tem uma diretoria e quem anda tomando conta parece não dar muito ouvido aos torcedores. É lamentável, mas não dá pra desistir. A intenção deles parece essa. Afastar quem ainda está por perto.

Sérgio Magalhães, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?"
Pode deixar, meu amigo. Nós cobraremos. Mas também não deixe de cobrar. Se estiver descontente, mande e-mails para a Folha de Londrina, Jornal de Londrina, Rádio Paiquerê, Cincão FM...a única forma de mostrar o descontentamento é tornar ele público...por via de quem ainda é independente.

Arthur Montagnini, post "E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?"
Entendo seu posicionamento. Mas o Barbosa também ajudou ao LEC em certos momentos. Queremos ele como aliado, não como coveiro de nosso clube.

Rogério, post "O novo coveiro do LEC"
Tanto o Sr. Franchello quanto o sr. Walid Kauss realmente foram pessoas honestas, dignas do crescimento do Londrina. O londrinense sempre foi o povo dessas duas grandes personalidades. No entanto, assim como os judeus foram perseguidos e massacrados historicamente, o londrinense também está sendo. Israel se reergueu, o Londrina E.C. também pode se reerguer. Bom, tenho pouco a comentar sobre os nomes citados. Vesozzo contribuiu, Venturelli conheço pouco e o Iran Campos...ainda espero que ele mostre no papel o que fez de bom pelo Londrina. Diz que não deixou dívidas, mas nunca explicou nada sobre suas gestões....em especial na parte que envolve setor financeiro e jogadores de futebol. Se ele ler este blog e quiser falar também sobre o caso Rafinha, sobre os atletas dos juniores de 94 e sobre os que sairam para a Jr Team, entre eles o Henrique e o Soares...adoraria uma justificação, com números, claro.


Fabiano Marini, post "O novo coveiro do LEC"
Desculpe a demora. Silvinho quando quis jogou bola. Na Série D comandou o time. No Paranaense não fez nada e o time foi rebaixado. Já que as infos estão atrasadas, me limito a mandar um abraço para toda equipe da Super Rádio Piratininga. Saudações e força ao futebol aí no Vale do Paraíba.

Mau, post "Dramática classificação londrinense"
Salve, amigo. Uma pena que o ramalhão esteja caindo. Mas ainda tem chance. Quem sabe não vence o Internacional amanhã, em Porto Alegre. Uma pena que na Série D o Londrina tenha caído fora, e a situação a cada dia piora. Se eu dizia que a honestidade passava longe da cúpula do VGD, ao menos o estádio será demolido. É, como pode ver, a cada dia a coisa piora.




 

VGD, Vila Olímpica e o Estádio do Café. Abram os olhos

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
O VGD será moeda de troca. A licitação vai ser pra ver isso: quem oferece mais! O próprio presidente da FEL disse que a conclusão das obras na vila olimpica e no Café vão durar 2 ou 3 gestões de prefeituras. Ele não garante que o valor do VGD pague a obra por completo.A área do estádio passa por um processo de valorização e tem alguém querendo fazer seu empreendimento por ali. Essa luta pra manter o VGD interditado tanto tempo vai mostrando seu resultado. Como tudo aquilo que é público e fica abandonado pra cair nas mãos da iniciativa privada. Salve Londrina. Não é uma acusação, é apenas um alerta...pro povo ficar de olhos abertos. Afinal, essa conversa comunitária proposta por prefeitura e FEL se limita a votação na câmara dos vereadores, gente que representa os interesses do povo apenas em teoria. Só não quero crer que no futuro leia notícias assim:

Fonte:
http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/12/04/quadrilha-olimpica-superfaturou-ate-a-tocha/

Quadrilha olímpica superfaturou até a tocha

By Paulinho

Tocha Pan-Americana teve aumento de 169%

http://www.blogdocruz.blog.uol.com.br/

Festejada em todo o país como símbolo histórico de eventos esportivos, a tocha dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro teve custo unitário de R$2.042,00, aumento de 169% sobre a proposta original, R$ 759,00.

Já em ritmo de Olimpíadas 2016, muitos convênios do Pan 2007 estão longe de um esclarecimento final.

Mesmo os temas que tratam de assuntos luminosos, como a confecção da tocha, nem sequer mostram luz no fim do túnel, tal o desencontro de informações entre o Comitê Organizador (CO-Rio) e o Ministério do Esporte.

Pior:

Cada processo do Pan que vai a julgamento, lá vem surpresa. Como ontem, quando o Tribunal de Contas da União fixou 30 dias para que o Ministério do Esporte responda sobre “elementos” que já deveriam ter sido encaminhados àquele órgão há mais de três meses.

Em outra decisão, o TCU pede ao ministério de Orlando Silva esclarecimento sobre tomadas de contas especiais de seis convênios, totalizando R$115,1 milhões.

Tocha

Mas o que chama atenção é o Convênio 005/2007, uma confusão, sem exageros.

Em janeiro de 2007, o Ministério do Esporte repassou R$ 4,7 milhões ao Comitê Organizador do Pan (CO-Rio) – Convênio 005/2007 – para organizar a “cerimônia de revezamento da tocha”.

Desse valor seriam confeccionadas 4.000 tochas, ao custo de R$ 1.563.466,67 milhão, conforme o plano original do CO-Rio.

Primeiro desencontro: a proposta da empresa que fabricou o artefato era de R$2.922.700,00.

Aditivo

Em agosto de 2007, o Ministério do Esporte fez um aditivo ao Convênio 005/2007 e lá se foram mais R$ 1.190.255,00 para o Comitê Organizador fechar a conta da corrida da tocha.

Passa o tempo e os auditores do TCU foram fiscalizar a execução do tal convênio.

Surpresa! Em vez de 4.000 tochas encontraram no depósito da Marinha apenas 448 peças, assim: 82 novas, 347 usadas e 19 quebradas.

No faz e refaz das contas da confusão os auditores concluíram que foram confeccionadas apenas 500 tochas, ao custo de R$ 1.021.000,00.

Barbaridade!

Diz o relatório do Tribunal, de 24 de setembro de 2008, encaminhado ao ex-ministro Marcos Vilaça:

“Cabe conferir destaque ao custo unitário da tocha, que saltou de R$ 759,00 (projeto original do CO-Rio) para R$ 2.042,00 a unidade.”

A questão é confusa mesmo, e o TCU quer que o Ministério do Esporte esclareça em que estágio se encontra essa e tantas outras contas que ainda não fecharam.

No item 1.9.3, pede, textualmente análise de “impropriedades apontadas” na matéria, posicionamento do Ministério a respeito “bem como documentação comprobatória”. Assim:

“comprovação/destinação do montante de R$ 641.500,00, relativo à diferença entre o valor de R$ 1.021.000,00 liberado para a execução de 500 unidades, e o previsto na proposta da empresa executora de R$ 379.500,00, ante a ausência de justificativas circunstanciadas acerca da vertiginosa elevação do custo unitário da tocha de R$ 759,00 para R$ 2.042,00”.

Oscar, o Mão Santa, em 2007

O relatório dos auditores do TCU sobre o assunto tem expressões do tipo:

“…ausência de elementos satisfatórios acerca da execução do Convênio 005/2007”

” … declaração fornecida pela Secretaria do Pan do Ministério do Esporte deixa evidente o quão nebulosa e contraditória é a fundamentação da execução desse convênio…”

“… ausência de documentos comprobatórios no tocante à expressiva elevação do custo unitário de confecção das tochas…”

“… abrangência e superficialidade quanto ao detalhamento da reformulação das metas, bem como dos fatos que ensejaram a solicitação do Temo Aditivo” (de R$ 1.190.255,00)

“… ausência de recibos e de comprovantes de pagamento”

Finalmente, e não menos duro e duvidoso para o TCU sobre a real necessidade do termo aditivo de R$ 1.190.255,00:

“… cuja justificativa para sua constituição (do termo) se encontra permeada de informações e declarações conflitantes entre a Secretaria do Pan do Ministério do Esporte e CO-Rio…”

Panorama

Enfim, é o panorama de um evento realizado há quase três anos, enquanto as mesmas autoridades políticas e esportivas já vivem no ritmo eufórico de Rio 2016…

Obs: os números e citações entre aspas foram obtidos em relatório oficial do Tribunal de Contas da União.


 

Algumas dicas ao Tubarão

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa
Festival de Hip Hop organizado pela Falange Azul, CUFA que envolveu diversas comunidades e regiões de Londrina
Festival de Hip Hop organizado pela Falange Azul e CUFA envolvendo diversas comunidades e regiões de Londrina. Brindes do Londrina foram distribuídos no evento.

A grande mania no Londrina é chorar. Dizer que não dá certo, que as coisas são difíceis. Diretores dizem isso, mas não fazem nada decente. Vamos escancarar. Desafio qualquer ex-presidente desde 90 a provar que fez algo de concreto pelo clube. Por incrível que pareça, o mais legalzinho foi o Caldarelli. Tinha modelo gandula, tiro pro alto e farra do boi. Era ao menos engraçado. Mas o restante não fez nada, a não ser choramingar que jogadores sumiram de forma nebulosa. Vamos esquecer disso e por nas mãos do interventor uns pensamentos positivos pra mudar a imagem do clube. E que os torcedores parem de reclamar da turma do eixão. Teve gente que defendeu o Peter até o fim, e o cara era Corintiano. A cidade precisa pedir o apoio dos “pizzas”, não recriminá-los pelos erros dos próprios ex-diretores do LEC.

1 – Campanha Sócio Torcedor

Chegou a hora do Londrina criar seu programa de fidelização de sócio. Chega da farra dos ingressos falsos e desviados no Café. Foi o Peter quem propôs o valor de R$ 20 para o Paranaense 2009. Qual o interesse dele nisso? Bom, o torcedor quer se fidelizar ao clube. O que ocorre que as diretorias sempre quiseram o torcedor longe?

2 – Amistosos

Que tal marcar uns amistosos contra times grandes? Em valores baratos, de forma que envolvam a comunidade. Pra quem já deu uns 10 times de jogadores na faixa pra empresários e outros clubes de futebol, não custa nada trocar um amistoso pela porcentagem de algum garoto da base.

3 – Londrina Tour

O Londrina precisa voltar a envolver a cidade. Esqueçam os papos megalomaníacos do Peter. Chegou a hora de formar a base e colocar o Tubarãozinho (juniores, juvenis e infantis) nos terrões da cidade, nas canchas de futsal ou em qualquer lugar onde houver uma pelota rolando. A cidade esqueceu do Londrina, mas quem dirigiu o Londrina também esqueceu de sua cidade. Isso pra não falar do número de jogadores bons que poderiam ser descobertos. Bom, se antes só jogava no LEC quem pagava ou tinha padrinho, vamos ver se quem assumir quer moralizar de verdade mesmo.

4 - Valorizar a história

O VGD vão destruir e a sede leiloar, mas houve gente que contou isso. J. Mateus e o professor Jefferson ilustraram diversas histórias do nosso Tubarão em seus livros, referência nacional e que já foi elogiado por gente como o Marcelo Courrege, repórter da TV Globo RJ, e Ulf Lindberg, o filho Sueco do Garrincha. Claro que essas belas obras caíram na mão dessa gente por iniciativa de torcedor, pois se dependesse de qualquer ex-diretor do LEC, ia tudo pro lixo (assim como foram muitos exemplares que estavam na sede campestre). Mas o que se deve fazer? Chegou a hora de levar esses dois camaradas, não menos importantes para o clube que nenhum jogador, para eventos nos shoppings, nas escolas, nas livrarias, nas bibliotecas e até mesmo nos estádios. Vamos valorizar o belo patrimônio que temos. E que bom se essa iniciativa também partisse do prefeito Barbosa Neto, da Secretaria de Cultura, dos organizadores da Exposição Agropecuária, entre outros tantos núcleos que podem ajudar tanto a valorizar aqueles que resgataram a história não apenas do LEC, como também de Londrina.

5 - Cantar pro Tubarão

A produção cultural envolvendo o Londrina existe? Já vi peças de teatro e também de animação infantil envolvendo as cores do LEC. Mas isso continua? Temos na cidade uma produção de teatro de alto nível. Que tal estreitar os laços com essa gente, ajudar por meio da arte a divulgar um pouco do time da cidade. Isso para não falar de shows no estádio do LEC, algo que torcida Falange já havia feito com rock e rap. Mas queremos ver algo oficial, do clube, abrindo as portas para seu povo. Chamando o pessoal a participar e tocar no Festival Azul e Branco. No Internacional de Porto Alegre segue um bom exemplo. Foi organizada uma apresentação de bandas locais compostas por colorados (como Graforréia Xilarmonica e Tenente Cascavel, por integrantes dos Cascavelletes e TNT). O evento ocorreu dentro do Estádio Beira Rio. Quando vão fazer isso em Londrina? Nossa cidade está repleta de bandas com gente que vai ao estádio, que torce pelo LEC. Alias, quem sabe uma banda por jogo ou algo na linha do Legião Urbana Futebol Clube, de Brasília.

6 - Função social

O mesmo Ministério Público que baniu a cerveja do Londrina, poderia agir de forma efeitva buscando parceiros para uma cartilha sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente utilizando um personagem “Londrininha”. O Coritiba fez isso na capital, com muito sucesso. Creio que esse fato ajudaria a criançada a conhecer um pouco mais do Tubarão, como também das questões ligadas aos direitos e deveres e quebras de preconceitos. Alias, não se esqueçam de acrescentar a Lusinha.

7 - Loja chique e popular

Londrina, que tal estreitar os laços com o comércio da cidade. Gostamos da lojinha da Karilu, no Shopping, mas seria legal vender camisas, também COM PREÇOS POPULARES, na região da periferia da cidade. Inclusive com direito a promoções em rádios comunitárias, etc.

8 - Vamos mudar a cara do Londrina?

Chega da imagem bandida, da corrupção. Que tal personalizar o ambiente a cada jogo, com um tema diferenciado. Isso da custos? Terceiriza, faz parcerias, chamem voluntários. Outra coisa. Tem que tem cunho social relevante, fazer algo grande, que ressalte a liberdade individual de cada um. Não basta na época da exposição, leva uns bois pra desfilar no gramado, dá meia entrada pra quem for de chapéu, etc. Chegou a hora de usar criatividade, rasgar e jogar fora a imagem reacionária e conservadora do clube. Chegou a hora de pensar em festas que envolvam as comunidades, de se reunir em cada comunidade, grupo social, esportivo e cultural para pedir apoio. Só peço uma coisa. Se for fazer isso, não vamos fazer de forma ingênua apenas pra dizer que deu errado. Vamos dar uma nova identidade ao clube, como deu o St. Pauli da Alemanha. É uma chance de caminhar e ganhar sobrevida.

9 – Não adianta pedir grana se não tem credibilidade

Chegou a hora de ABRIR literalmente as portas do clube, os cofres também. Organizar tudo isso por notas fiscais e deixar disponível PARA TODOS. Chega de retrocesso e omissão. Chega de descobrir por conta no site do BID, da CBF, que tem jogador do Londrina viajando pelo mundo e o clube não recebe nada. Chega de contratos nebulosos, vamos deixar copias desses contratos para todos. O Londrina é da cidade, não de quem tem medo de auditoria. Quando for assim, a cidade volta a investir (alias, algum dia ela deixou de investir? Ou era choradeira de presidente querendo aumentar a mesada?)

 

LEC: O Leilão da sede campestre é o punhal nas costas do povo

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa

sede_campestre_2

Justo quando o Londrina Esporte Clube entregou sua sede campestre ao povo, ela será leiloada. O martelo pode ser batido hoje, às 14 horas. A tristeza toma conta do ambiente, pois o clube social havia se tornado referência de respeito da liberdade individual e coletiva. Tem jovem que ainda está na sede, preocupado. A reflexão é grande, pois desde a democratização (ou abandono, para os ingênuos) não havia mais cobrança de títulos, mensalidades ou carteirinhas. Bastava não ter medo de ser feliz e desfrutar de tudo aquilo que o governador Moisés Lupion deixou de presente para a cidade.

O primeiro sinal de alento foi a transparência. Os documentos não foram jogados fora, como falaram alguns maldosos especuladores. Toda papelada estava ali, logo ao lado da piscina, livre para consultas de todos. Afinal, o LEC é o clube do povo, e o povo tem o direito de saber o que acontece no clube. Se no futebol, conselho e diretoria escondem tudo o que ocorre, o povo tomou para si a sede campestre e mostrou como se faz. Do povo não se deve guardar segredos.

Os últimos jovens a se divertir na sede campestre mostram que havia consciência social no Londrina Esporte Clube. A sede era de todos, local onde o único pecado atendia pelo nome preconceito. E assim, a garotada aproveitava brisa e vibe do momento para beijar deliciosamente suas latas de refrigerante, puxando saborosos tragos da criptonita existente dentro delas. Tardes refrescantes.

Essa garotada não precisava mais se deslocar do Jardim Bandeirantes, Leonor e região até o Vale do Rubi, Lago Igapó ou qualquer outro ponto desagradável para alegria e relaxamento. A nobre mocidade agora tinha portas abertas no LEC. Se os outros clubes sociais da cidade são excludentes, o LEC havia quebrado a regra. Bastava ter compaixão com o prazer do próximo e cair pra dentro.

As rodinhas de amigos eram bem divertidas. Todo mundo unido, compartilhando pertences, rindo muito. Ouvindo zumbidos dos dos dos dos dos dos causados pelo consumo de alguma vitamina na na na na na nos gramados dos dos dos do do LEC QUI QUI QUI QUI QUI....

Nos campos de futebol deixados de herança (abandonados) pela antiga e reacionária diretoria do clube, as latas de cola e os vidros de benzina até hoje enfeitam os gramados. A quantidade é extremamente maior que a de garrafas d´água deixadas pelos antigos juniores após os treinos. Afinal, esses jovens frequentadores do LEC baforavam tão empolgados quanto os cheiradores homenageados pelos Ramones no censurado hino “Carbona is not glue”.

No imaginário dessa juventude, talvez a expectativa de mandar uma tabelinha com o Elber. Nos anos 90, era ele quem mandava no pedaço. Virou lenda. Quem sabe algum dos malucos que hoje deitam e rolam por esses campinhos não conseguem chegar na mesma Europa onde o cara mais considerado das antigas chegou. Ao menos em suas viagens particulares, eles andavam conseguindo.

Quem por último frequentou o LEC também se revolta ao escutar que a vida do clube morreu. Basta ver as camisinhas jogadas pelo piso destruído do antigo refeitório, os sinais de que mesmo a vida sexual não apenas existe. Ela evoluiu, surrou o velho moralismo e o expulsou destes domínios.

Nos anos 70, ver meninas nadando e tomando banho de sol vestindo os clássicos maiôs era o auge da sexualidade no clube. Na modernidade de agora, é só levar acompanhante, disposição e escolher o local adequado para a prática do amor carnal. Cada ambiente fica livre para quem ali chegar, optando por um local ou outro de acordo com interesses e posições necessárias para o orgasmo. O clube social do Londrina é mente aberta, não reprime ninguém.

A liberdade é tanta que algumas capivaras decidiram passar o resto de suas vidas na piscina do clube. Morreram e os corpos foram retirados depois das almas chegarem ao plano superior. Em decisão coletiva, foi definido que mamãe e três filhotes de capivara seriam os últimos a nadar nessa que foi a primeira piscina olímpica do Paraná.

O respeito a essas capivaras é digno. Estavam protestando, pois sabiam que o espaço do povo será roubado. Vai ser entregue aos burgueses. Na tarde desta sexta-feira, 20 de novembro, devem bater o martelo. Hoje, ainda tem algum transtornado vagando pelas dependências da sede campestre. A tristeza é geral, pois foram os reacionários dirigentes do Londrina que esculacharam as dívidas do clube. Justo quando o povo assume, ele acaba, para pagar dívidas feitas por quem enriqueceu com o futebol. Com isso, é a odiada burguesia que vai respirar aqueles ares muito em breve. O sonho acabou, os dias serão mais duros a parir de amanhã.

sede_campestre_1

sede_campestre_4

sede_campestre_5

sede_campestre_3

As fotos são reais, cortesia de Rafael Pio

 

E o Tubarão, prefeito Barbosa Neto?

E-mail Imprimir PDF Compartilhe Assine nosso RSS
Blogs  // Blog do Lessa

barbosa_camisa_coriO prefeito de Londrina, Barbosa Neto, pousou orgulhoso para fotos com a camisa do Corinthians. Esteve lá, semana passada, na inauguração da loja do time paulista em terras londrinenses. Como político, errou. Não vou falar de bairrismo, pois a tendência é em alguns anos vermos Barcelona´s, Milan´s ou Chelsea´s da vida lucrando com a venda em massa de seus produtos no Brasil, até mesmo no norte do Paraná – como já ocorre em países da Ásia e até mesmo da África. Mas seguindo a escola Lula de atuar politicamente (e também de torcer), criou constrangimento com os diversos são-paulinos, palmeirenses e santistas da cidade.

Barbosa Neto deveria cuidar um pouco mais de sua imagem. Declarar amor por time de fora pode soar como indiferença com a realidade das equipes locais. Os torcedores do Tubarão é que ficam tristes, pois todos sabem que Barbosa é um político que gosta de futebol, inclusive do futebol pé-vermelho....do LEC, da Lusinha.

Desde seus tempos de apresentador de TV, há mais de 10 anos, Barbosa já era visto batendo cartão em praticamente todos os jogos no Estádio do Café. Na Série D, a cidade inteira sabe de tudo que o prefeito fez para ajudar o Tubarão. É de conhecimento público que o prefeito orquestrou todo um projeto de reestruturação do clube, a ser executado por uma das duas chapas que disputam a eleição do LEC - com data indefinida.

Lembro-me de antigas edições da Revista Placar, que, nas altas temporadas políticas, publicava reportagens sobre os times do coração de cada político. No Paraná, dois ex-governadores enraizaram bem essa relação política e futebol local: Jaime Lerner do lado coxa-branca, Paulo Pimentel pela camisa atleticana.

No berço da civilização paranaense, Paranaguá, a devoção é tanta pelo Leão da Estradinha que o ex-prefeito e deputado estadual Mário Roque até hoje é referência na cidade por ter sido presidente do Rio Branco. Talvez sua fama como torcedor alvirubro seja tão grande quanto a que tem como político.

Na vizinha Santa Catarina, é comovente quando todos falam da devoção de um político local pelo clube da sua região. Falo de Esperidião Amin. Diz ele que seu amor pelo Avaí às vezes se confunde com o gosto pela terra onde vive, trabalha e ganha seu sustento. Por duas vezes foi governador do estado, até hoje é visto na Ressacada.

E o Barbosa, o que tem a ver com isso? Agora que Londrina inteira está animada com o “novo Londrina”, o que acha o prefeito de encabeçar uma campanha para fidelizar o amor do londrinense pelo LEC? Chegou a hora de outros políticos, referências comunitárias, artísticas e intelectuais da cidade abraçarem o Tubarão como o seu único time do coração. E se for necessário torcer por um segundo time, que seja a simpática Portuguesa Londrinense.

Saiba mais:

Escute a declaração de Barbosa Neto, em conversa com Lula, publicada pelo Cláudio Osti.

http://pacocacomcebola.blogspot.com/2009/06/barbosa-imita-lula-para-lula.html

 
Página 1 de 2

Perfil - Felipe


felipe_lessaFelipe Lessa, 27 anos, jornalista. Torcedor do Londrina Esporte Clube de berço, frequentador dos jogos do Tubarão desde 91. Colabora ou já colaborou com veículos como Globo Esporte, Tribuna do Paraná, Gazeta do Povo, Blog De Primeira, O Estado do Paraná, Futebolparanaense.net, entre outros.


Blog Arquibancada
Blog do Lessa
Blog Furando a Bola
frente_alviceleste

15 visitantes
mapa
Desenvolvimento e Hospedagem
MB,WEB - Desenvolvimento e Hospedagem de Sites